Dennis Bratland / wikimedia

O Supremo Tribunal dos EUA anulou a decisão de um Tribunal do Colorado que considerou que a recusa de um pasteleiro em confeccionar um bolo para um casamento homossexual era uma discriminação. As crenças religiosas do homem explicam a decisão.

O Tribunal do Colorado condenou o pasteleiro Jack Phillips por se ter recusado a fazer o bolo de casamento de David Mullins e Charlie Craig, em 2012. Uma decisão assente na lei anti-discriminação daquele Estado que inclui a orientação sexual como um factor a considerar.

Todavia, o Supremo Tribunal dos EUA, para onde o pasteleiro recorreu da decisão de primeira instância, decidiu em sentido contrário, considerando as crenças religiosas de Jack Phillips.

O homem alegou que não podia fazer o bolo de casamento por ser católico, o que não o leva a aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Com sete votos a favor e dois contra, o Supremo entende que a primeira condenação é uma “hostilidade” para com a liberdade religiosa do pasteleiro

, cita a ABC News.

A decisão determina que, mesmo que a Lei do Colorado deva “proteger as pessoas homossexuais na aquisição de produtos e serviços”, essa mesma Lei deve “ser aplicada de forma a ser neutra relativamente à religião“, cita a BBC.

A BBC acrescenta que os grupos de defesa dos direitos dos homossexuais estão preocupados que esta decisão venha a ter repercussões negativas em termos gerais, e especialmente no que concerne aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Mas a decisão do Supremo reporta-se apenas ao caso do pasteleiro, “não refere que floristas, fotógrafos, ou outros serviços podem agora recusar trabalhar com casais homossexuais”, sustenta a BBC.

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