Matti Blume / Wikimedia

Herbert Diess, presidente do grupo Volkswagen

O atual e antigo presidentes do grupo Volkswagen e o presidente do Conselho de Supervisão foram formalmente acusados pela Justiça alemã por informarem tarde sobre o escândalo diesel.

Esta terça-feira, o Ministério Público de Braunschweig, na Alemanha, apresentou uma acusação contra o presidente do grupo Volkswagen, Herbert Diess, o seu antecessor, Martin Winterkorn, e o presidente do Conselho de Supervisão, Hans Dieter Pötsch, por terem retardado informações sobre o escândalo diesel.

A acusação centra-se na questão de saber se houve intenção de ocultar a dimensão do caso da manipulação de emissões de motores diesel aos investidores para evitar ou mitigar as consequências financeiras. O consócio informou pela primeira vez sobre o assunto no dia 22 de setembro de 2015, dias depois de as autoridades dos Estados Unidos terem desvendado o escândalo.

No entanto, nessa altura já havia indícios suficientes do caso, que tinha mesmo sido abordado numa reunião interna, em julho, na qual estiveram presentes tanto Winterkorn, como o então responsável pelas marcas, Diess.

A acusação apresentada agora em Braunschweig segue-se à que foi formulada em abril passado por manipulação de emissões contra Winterkorn, que deixou o cargo em 2015, e de outras quatro pessoas.

O caso das emissões foi conhecido em setembro do mesmo ano após investigações nos Estados Unidos, seguindo-se a demissão do presidente do grupo. A Volkswagen admitiu na altura que milhares de veículos das marcas do grupo com motores diesel de dois litros estavam equipados com um dispositivo para manipular os testes de emissões.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]