Sea Shepherd UK/Triangle News

A tradição do “Grindadràp” nas Ilhas Faroé.

No dia 15 de julho, cerca de 300 baleias foram massacradas numa tradição que tem lugar todos os anos em Hvalba, nas llhas Faroé.

As baleias são “empurradas” por pescadores para a costa, onde são mortas com arpão espetado no pescoço, que parte a sua espinha dorsal. A matança das baleias (e de pelo menos 35 golfinhos) deixou o mar totalmente vermelho. O ritual conhecido como “Grindadràp” tem mais de mil anos, escreve o All That’s Interesting.

As baleias mortas são levadas para a costa, onde a sua carne e gordura são cortadas e distribuídas gratuitamente pelos moradores locais – embora esteja disponível para venda nos supermercados.

A situação foi denunciada nas redes sociais pela ‘Sea Shepherd Global’. A organização escreve que o massacre acontece depois de uma paragem na pesca destes animais devido à pandemia do novo coronavírus.

A organização considera que esta tradição é “triste e barbárica”. Várias fotografias do evento têm circulado pelas redes sociais, onde é possível ver as baleias mutiladas e o sangue que deixou o mar encarnado.

A ‘Sea Shepherd Global’ conseguiu impedir a realização do abate em 2014, mas uma lei local posteriormente aprovada proibiu a entrada dos navios da organização. Há outras organizações, como a ORCA Conservancy, que têm levado a cabo esforços para travar esta prática.

O governo defendeu o evento anual, descrevendo-o como uma importante tradição comunitária “baseada na partilha”. O território dinamarquês autogovernado registou 188 casos de covid-19 e zero mortes até ao momento.

[sc name=”assina” by=”ZAP” ]