Gonçalo da Câmara Pereira, o fadista que é também vice-presidente do Partido Popular Monárquico (PPM), elogiou Assunção Cristas, de quem se tornou aliado para as autárquicas de Lisboa, de uma forma que está a dar que falar – e não é pelos melhores motivos.
Assunção Cristas assinou com o Movimento Partido da Terra e com o PPM um acordo de coligação para a candidatura autárquica a Lisboa e o vice-presidente do partido monárquico defendeu que, para trabalhar, usa-se saia larga ou, se necessário, calças.
Gonçalo da Câmara Pereira começou por elogiar a “experiência académica, social e política” da presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, mas considerou que, “acima de tudo”, a candidata é “uma mulher casada, que provou, como a maioria das portuguesas pode trabalhar e ter filhos”, já que “não descurou o trabalho e não descurou a casa”.
Depois de assinar o acordo de coligação com o CDS-PP e o MPT em nome do PPM, na sede do CDS-PP, o vice-presidente do partido monárquico pretendeu estabelecer uma analogia entre a mulher e a cidade, afirmando que Lisboa é, neste momento, “agradável à vista e fotogénica, mas de espartilho e saia travada”.
“Com dificuldade em respirar e andar, não trabalha e vive da foto”, disse.
“Como mulher, a dr.ª Assunção Cristas sabe bem que, para se trabalhar, não se pode usar espartilho nem a saia travada, a saia tem de ser larga
e, se necessário, vestir calças, calças que ultimamente não se sabe onde andam, custam a ver”, afirmou Gonçalo da Câmara Pereira, após a assinatura do acordo.As declarações do fadista estão a dar que falar nas redes sociais e, entre anónimos e famosos, há quem note o machismo das palavras e, por outro lado, quem evidencie o “desespero” de Assunção Cristas por se aliar a alguém que tem este tipo de discurso.
Até a escritora Inês Pedrosa veio comentar o assunto, notando que “Gonçalo da Câmara Pereira já começou a tirar votos a Assunção Cristas”.
Em reacção às palavras de Gonçalo da Câmara Pereira, Assunção Cristas disse que tem “calçado botas e calças de ganga, muitas vezes, para estar nos bairros sociais junto das pessoas que não conhecem visitas por parte do executivo camarário, excetuando da polícia quando é para os pôr fora das suas casas”.
[sc name=”assina” by=”ZAP” source=”Lusa” ]
Mais uma versão: "Diz o roto ao nu, porque não te vestes tu",.... Que entende esta gente de trabalho?