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A contratação da ex-jornalista da SIC Notícias, Ana Lourenço, para os quadros da RTP está a indignar a Comissão de Trabalhadores (CT) do canal público.
A jornalista foi anunciada esta terça-feira como a nova pivô da RTP3, cerca de um mês depois de se ter demitido da SIC.
A partir de hoje a jornalista Ana Lourenço integra a equipa de profissionais da RTP.
Posted by RTP1 on Tuesday, March 1, 2016
A Comissão dá as boas-vindas a Ana Lourenço, elogiando-lhe o mérito profissional, mas critica a condição precária dos trabalhadores da empresa a recibos verdes.
“Esta CT espera, no futuro, poder dar as boas vindas aos quadros da RTP aos muitos trabalhadores precários a recibo verde, sem os quais seria impossível manter a funcionar o Serviço Público de Rádio e Televisão de Portugal, e que cuja contratação ainda não foi alvo de qualquer excepção por parte do Sr. Ministro da tutela, Dr. João Soares”, refere a Comissão num documento que terá sido enviado aos funcionários da RTP, de acordo com o Diário de Notícias.
“O serviço público precisa de todos os profissionais competentes que nele trabalham tratados por igual e com os mesmos direitos”, defende ainda a CT.
A Comissão de Trabalhadores enviou ainda uma carta ao Governo denunciando as situações irregulares e apelando a medidas que permitam que a situação dos funcionários da RTP seja regularizada, nomeadamente a alteração de um artigo da Proposta de Lei do Orçamento do Estado que proíbe a RTP de “proceder ao recrutamento de trabalhadores
para a constituição de vínculos de emprego por tempo indeterminado, ou a termo, sem prejuízo de situações excepcionais”, à semelhança do que acontece em outras empresas públicas – “mesmo que reduza custos e mesmo que continue a reduzir o número de trabalhadores”.A CT denuncia que “nos últimos dois meses foram contratados directamente nove pessoas” a recibos verdes para áreas de produção, havendo mesmo “trabalhadores que estavam com contratos a prazo e que, por proposta da empresa, passaram a trabalhadores independentes a recibo verde só para poderem continuar a trabalhar”.
De acordo com os funcionários da RTP, “só para a Direcção de Informação de Televisão foram contratados 20 falsos recibos verdes no último ano“, havendo “muitos mais” casos nas várias delegações do país.
Trata-se, explicam, de “trabalhadores que têm um local de trabalho fixo cumprem horários de trabalho diário e obedecem a uma hierarquia”, o seja, tarefas incompatíveis com vínculos precários como os recibos verdes, e que obrigam a um contrato de trabalho.
ZAP
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