*Bloco / Flickr

Manuel Alegre teceu duras críticas àquela que considera ser a “ditadura do gosto” e à cedência do PS face a partidos como o PAN e o Bloco de Esquerda.

A subida do IVA das touradas para a taxa máxima de 23% não agradou a Manuel Alegre, que, em declarações ao Expresso, disse que isto se trata de uma “ditadura do gosto” e de uma “cedência do PS” a partidos como o PAN ou o Bloco de Esquerda.

“Trata-se de impor uma ditadura de algum modo e eu sou contra todo o tipo de ditaduras, estou sempre a favor da liberdade. O PS, ao estar do lado do PAN e do BE, não está do lado da cultura e de uma tradição nacional e ibérica”, afirmou o antigo líder-

O histórico dirigente socialista acusou ainda o partido de ser “cúmplice” a favor de uma “ultra-minoria”. “Cada vez mais o PS está num casulo e foca-se nestas questões em vez de problemas concretos. Com medidas como esta, o PS faz um favor à extrema-direita. Na minha opinião, é um enorme erro político esta medida.”

Para Alegre, a subida do IVA para a taxa máxima vai prejudicar o setor tauromáquico, mas “não serão só os cavaleiros que serão gravemente afetados”. Os campinos e todos os outros trabalhadores também estão incluídos neste leque.

Durante a entrevista ao Expresso, Manuel Alegre recordou ainda o caso do deputado do CDS Daniel Campelo, que aprovou com o seu voto o Orçamento do Estado para 2000, apresentado por António Guterres, com o pretexto de poder manter a fábrica de queijo Limiano, em Ponte de Lima.

Cheira-me a queijo Limiano e isso deixa um cheiro a pântano. Eu acho que atrás disto está sempre aquela questão fatídica do Orçamento do queijo Limiano e isso dá sempre mau resultado para o PS e para o país. Como é possível esquecer tantos concelhos a troco do quê? Do resto da geringonça? Da ditadura do gosto? Eu acho que isso põe em causa a confiança no voto no PS e digo isso com tristeza”, afirmou Manuel Alegre.

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