PSD / Flickr
O PS assegurou hoje “que é totalmente falsa a ideia de que há um aumento nos cofres partidários” com as alterações aprovadas à lei do financiamento dos partidos, rejeitando ainda a retroatividade da legislação.
Numa conferência de imprensa no parlamento, Ana Catarina Mendes, a coordenadora do PS no grupo de trabalho sobre o financiamento dos partidos, afirmou que “da lei agora aprovada não resulta nenhum aumento de subvenção estatal, ou seja, de aumento de dinheiros públicos para os partidos políticos”.
“É importante dizer-se que é totalmente falsa a ideia, que agora surge, de que há um aumento nos cofres partidários. É falsa também a ideia da retroatividade da lei”, garantiu.
Sobre a isenção do IVA, a secretária-geral adjunta do PS disse ainda que “não há nenhuma alteração à norma que isenta, há décadas, os partidos políticos do pagamento” deste imposto, tendo visado “apenas superar apreciações discricionárias da administração sem alterar a regra da isenção já existente”.
Segundo o Público, no entanto, os deputados ainda não têm qualquer informação oficial sobre o custo que o alargamento da isenção do IVA a todas as despesas suportadas pelos partidos políticos representará para o Estado.
O jornal relembra que, apesar da falta de informação, atestada pelo Ministério das Finanças, que disse não ter forma de esclarecer o impacto que as mudanças na lei do financiamento partidário teriam nos cofres da Autoridade Tributária – uma vez que o grupo de trabalho pediu esse esclarecimento de quinta para sexta-feira antes do natal -, quatro deputados (do PS, PSD, PCP e PEV) decidiram emitir um comunicado conjunto no qual realçam que “da lei aprovada não resulta nenhum aumento da subvenção estatal ou quaisquer encargos públicos adicionais”.
O parlamento aprovou no dia 21 em votação final global, por via eletrónica, alterações à lei do financiamento dos partidos, com a oposição do CDS-PP e do PAN, que discordam do fim do limite para a angariação de fundos.
Há mais de um ano que o presidente do Tribunal Constitucional solicitou ao parlamento uma alteração no modelo de fiscalização para introduzir uma instância de recurso das decisões tomadas.
Assim, com as alterações agora introduzidas, a Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) passa a ser a responsável em primeira instância pela fiscalização das contas com a competência para aplicar as coimas e sanções.
Se os partidos discordarem, podem recorrer, com efeitos suspensivos, da decisão da ECFP, para o plenário do Tribunal Constitucional.
Contudo, além destas e outras alterações de processo, o PS, PSD, PCP, BE e PEV concordaram em mudar outras disposições relativas ao financiamento partidário, entre os quais o fim do limite para as verbas obtidas através de iniciativas de angariação de fundos e o alargamento do benefício da isenção do IVA a todas as atividades partidárias.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]
Os deputados não tem ideia do que esta medida irá acarretar p/ os cofres dos Estado, automaticamente p/ os contribuintes?? Mas AINDA querem tentar enganar mais?? Os deputados devem achar que o Povo é mesmo BURRO. Ora se os partidos tem essas benesses quem as vai pagar senão o contribuinte, não é necessário ser muito inteligente p/ chegar lá. Das 2 uma ou os deputados acham que o povo é muitos Burro ou são eles os BURROS!! Qual destes 2 pontos será o melhor!!!...