Thomas Edison é o autor de muitas invenções que revolucionaram o mundo, mas o norte-americano é, por vezes, reconhecido por algo que não foi propriamente ele que criou: a lâmpada elétrica.
A patente de Edison explicita que se trata de “uma melhoria” dos modelos anteriores. Como tal, o homem natural do estado do Ohio comprou as patentes de inventores para criar um modelo mais prático, eficiente e económico da lâmpada elétrica. Mas então, afinal de contas, quem foi o verdadeiro criador cujo crédito raramente lhe é reconhecido?
A resposta não é certa, mas calcula-se que se tenha tratado de Alessandro Volta, em 1800. Inicialmente conhecida como “pilha voltaica”, era uma bateria feita de cobre, zinco, cartão e água salgada. Quando esta era envolvida com um fio de cobre em cada extremidade, conduzia eletricidade. Aliás, como realça o All That’s Interesting, a unidade de medida ‘volt’ vem do nome do inventor italiano.
Seis anos mais tarde, o inventor britânico Humphry Davy avançou um uma melhoria que permitia produzir uma corrente mais confiável. Como eram difíceis de usar, eram maioritariamente empregadas em áreas públicas das cidades.
No entanto, o que acontecia era que o material das lâmpadas aquecia demais e acabava mesmo por queimar ou derreter. Em 1835, foi a vez de James Bowman Lindsay dar o seu contributo. O cientistas escocês mostrou que era possível criar uma lâmpada funcional com um filamento feito de cobre.
Warren de la Rue foi a figura da melhoria que se seguiu. O britânico sugeriu que o segredo estava em usar um filamento de platina em vez de um de cobre preso dentro de um tubo da vácuo. Todavia, o preço elevado da platina limitou em grande parte o sucesso da sua lâmpada.
Também Joseph Swan começou e estudar alternativas possíveis, tendo em conta o custo-eficiência da sua produção. O britânico usou um filamento de algodão embebido em ácido e selado a vácuo no bulbo. Esta acabou por também não ser a alternativa ideal, já que era necessária muita eletricidade para que a lâmpada brilhasse devido à espessura do filamento usado.
Foi então que norte-americano de 31 anos, Thomas Alva Edison, solucionou todos os problemas que os inventores encontravam. Edison queria produzir uma lâmpada que fosse altamente funcional, barata e confiável e, para tal, estudou a sua competição e viu uma luz ao fundo do túnel na lâmpada de Swan.
Em outubro de 1878, Edison criou uma lâmpada com um filamento de platina que brilhou por 40 minutos antes de se apagar — encontrando o mesmo problema que os seus antecessores.
Graças a um empréstimo de 300 mil dólares, Thomas Edison foi tentando em mais de 1.400 experiências com 300 tipos de filamentos diferentes. Em 1879, um dos seus designs com um filamento de algodão mais fino do que aquele usado por Swan, fez com que a sua lâmpada aguentasse 14,5 horas.
Mais tarde, viria a usar um filamento derivado de bambu que fez a lâmpada brilhar durante 1.200 horas. A 27 de janeiro de 1880, registou a patente para a lâmpada incandescente prática “aprimorada”.
Enquanto Edison e a sua equipa continuavam a melhorar a sua invenção, Swan continuou a trabalhar no seu próprio protótipo e, no mesmo mês em que Edison registou a patente, o britânico anunciou que tinha aperfeiçoado a sua lâmpada inicial, obtendo uma patente em novembro desse mesmo ano.
A casa de Swan foi a primeira na história a ser iluminada com luz elétrica e foi o responsável por iluminar o primeiro edifício público: o Savoy Theatre, em 1881.
Depois de Swan estabelecer a sua empresa, Edison processou-o por violação de direitos de autor. No entanto, o norte-americano perdeu nos tribunais, mas os dois acabaram por fundir as suas empresas, dominando o mercado britânico na altura.
Como tal, Swan foi obrigado a reconhecer as patentes de Edison. Graças a um maior esforço a publicitar a sua invenção, Thomas Edison foi sempre visto como o verdadeiro inventor da lâmpada, embora a realidade seja bem diferente.
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Porque fazem questão de esquecer o Nikola Tesla?