O empresário Hélder Bataglia pode tornar-se numa testemunha-chave na acusação do Ministério Público contra José Sócrates, mas o presidente da Escom só está disposto a colaborar se não for detido.
A notícia é avançada pelo jornal Expresso, que salienta que a defesa do empresário radicado em Angola “exige imunidade para vir a Lisboa depor”.
Segundo o jornal, o procurador Rosário Teixeira já “garantiu liberdade” a Hélder Bataglia, mas frisa que a “palavra do magistrado é insuficiente para a defesa” do presidente da Escom.
Hélder Bataglia tem um mandado de captura internacional no âmbito da Operação Marquês.
O empresário estará envolvido em transferências bancárias da ordem dos 12 milhões de euros, feitas entre 2008 e 2009, de contas suas na Suíça para contas do patrão do Grupo Lena, Joaquim Barroca Rodrigues.
Estas verbas terão sido depois transferidas para o empresário Carlos Santos Silva, o amigo de José Sócrates que é considerado o seu “testa-de-ferro”
.Hélder Bataglia é um dos sócios do Empreendimento do Vale do Lobo e os tais 12 milhões terão sido contrapartidas oferecidas a Sócrates por este ter criado excepções à medida para aquele projecto, no âmbito do Plano de Ordenamento do Território para o Algarve (PROTAL) de 2007.
O Ministério Público está a tentar obter a colaboração do empresário, esperando que ele se apresente voluntariamente no DCIAP para ser constituído arguido e interrogado.
Em contrapartida, Rosário Teixeira promete-lhe que não ficará em prisão preventiva, salienta o Expresso, e terá apresentado à defesa de Bataglia a data de 18 de Janeiro para a realização do interrogatório.
ZAP
"Se não for presa" Quem ? O empresário !