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Ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz

Paula Teixeira da Cruz revela que foi alvo de agressões e ameaças enquanto foi ministra da Justiça durante o governo PSD/CDS. Cortes nos braços, um rato morto, um disparo contra a porta e um laser apontado à cabeça.

“Tive de ter força para não alterar a minha vida, não ter medo”, refere a actual deputada do PSD em entrevista à revista Sábado, onde revela as agressões que sofreu quando liderou o Ministério da Justiça.

O relato mais grave vivido pela ex-ministra terá acontecido em Maio de 2013, quando a irmã do ex-marido a encontrou em casa, com vários golpes nos braços.

Teixeira da Cruz refere que contou, na altura, ter adormecido e ter acordado com os golpes, mas diz na Sábado que se lembrava de ter visto um vulto.

A Polícia Judiciária esteve no local a investigar, mas não terá encontrado quaisquer indícios, nem mesmo impressões digitais.

A ex-ministra refere que optou por não apresentar qualquer queixa nem por pedir reforço da segurança, porque entendeu que “se houvesse alguma sinalização, podia existir uma escalada”.

“Fui fria, racional, não corajosa”, diz.

“Acho que estas coisas quando têm de acontecer acontecem”, atira ainda a agora deputada.

Teixeira da Cruz conta ainda como, em 2012, durante um jantar com amigos num apartamento de um 13º andar, lhe apontaram um laser à cabeça.

Também lhe terão invadido a casa e disparado um tiro contra a porta da casa da filha, além de ter recebido um rato morto dentro de um envelope, enviado para a Assembleia da República.

“Não sei o que se passou. Na altura, tinha em mãos algumas questões de interesses instalados, mas toda a gente sabe que não sou pressionável”, realça Teixeira da Cruz.

Desde que deixou o governo, ainda “aconteceu uma ou outra coisa, mas acabou tudo por desaparecer”, refere a ex-ministra.

ZAP