(dr) UBER
Um condutor da Uber e as duas turistas que se preparavam para seguir viagem na sua viatura foram agredidos por um grupo de taxistas, em frente ao hotel Ipanema Park, no Porto.
O carro foi apedrejado, e o motorista da Uber, de 42 anos, sofreu escoriações diversas e teve de receber tratamento numa unidade hospitalar.
“Assim que as duas turistas entraram, um grupo de taxistas começou a atirar pedras à viatura e depois arrancaram à força o motorista e as duas mulheres do interior”, explicou José Costa, colega da vítima, ao CM. As duas turistas acabaram por abandonar o local a pé.
Além deste incidente, um outro episódio de violência de taxistas sobre um motorista Uber ocorreu este sábado, no Porto, e no mesmo local, a praça de táxis do Hotel Ipanema.
Dois taxistas foram identificados pela PSP pela “alegada autoria de danos materiais” em duas viaturas da Uber e “intimidação e agressão física” aos dois condutores, revelou este domingo uma fonte policial.
Segundo a PSP, os taxistas terão ainda agredido um terceiro indivíduo que chegou antes da polícia para auxiliar os condutores vítimas de intimidação e agressão.
A 16 de março, a PSP identificou também um taxista como sendo o alegado autor de danos numa viatura parada junto à estação de Campanhã, no Porto. Na altura, um cidadão terá sido vítima de agressões verbais e queixou-se de que a sua viatura sofreu danos diversos.
A 16 de fevereiro, à porta do mesmo hotel Sheraton, no Porto, dois motoristas da Uber foram também agredidos por quatro pessoas, duas das quais taxistas.
A semana passada, um passageiro ouvido pelo Observador diz ter sido “cercado por um grupo de oito a dez taxistas” quando se preparava para apanhar uma viatura Uber no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto.
“Tu aqui não carregas. Põe-te a andar, senão ainda vais ter problemas”, ameaçaram os taxistas, segundo conta ao jornal o passageiro, Pedro Simões, aveirense de 27 anos.
Impedido de seguir viagem, Pedro afastou-se do local e chamou um novo Uber. Quando, 8 minutos mais tarde, a viatura chegou, surgiu novamente o mesmo grupo de oito a dez taxistas e cercou-a, insultando a motorista, Marta Magalhães.
“Eles devem ter instalado a aplicação e andam a ver os carros que estão perto daquele local. É a única hipótese”, diz Pedro Simões.
Marta Magalhães, que faz serviços para a Uber desde novembro, diz que esta não é a primeira vez que é atacada por taxistas. “No mês passado, furaram-me os pneus”, conta a motorista ao Observador.
“Somos contrários a este tipo de atitudes, que em nada dignificam a classe dos taxistas”, afirmou Florêncio Almeida, dirigente da ANTRAL, ouvido pelo Correio da Manhã.
“Não podemos confundir a classe dos taxistas com meia dúzia de indivíduos”, diz o dirigente.
[sc name=”assina” by=”AJB, ZAP” url=”” source=”” ]
Não é a unica classe profissional do pais com direito a bater, é da Europa, eles batem em toda a Europa.
Este é um problema da justiça não funcionar, quando a justiça não funciona entra a justiça popular. É um fenómeno que está estudado e provado sociologicamente. Não entendo a admiração em relação a isto.