Matthew Rycroft / Twitter

Matthew Rycroft, embaixador e representante do Reino Unido nas Nações Unidas aderiu à campanha de solidariedade.

Karim Abdel Rahman, o bebé ferido num bombardeamento em outubro, continua a batalhar para não perder a visão do outro olho. Enquanto isso, milhares de pessoas partilham fotos com um olho tapado, em solidariedade para com a criança síria.

Depois de um ataque aéreo nos arredores de Damasco, na Síria, em outubro deste ano, Karim Abdel Rahman perdeu a mãe, um dos olhos e sofreu graves ferimentos no crânio. A partilha da fotografia do bebé deu origem a uma campanha de solidariedade nas redes sociais.

Com apenas 40 dias de vida, Karim foi vítima de um bombardeamento e está a tornar-se no símbolo da crise humanitária no leste de Ghouta, enclave da oposição nos arredores de Damasco, cercado pelo regime de Bashar al-Assad.

Amer Almohibany, fotógrafo freelancer da agência de notícias francesa AFP, foi o primeiro a divulgar a fotografia no Twitter.

Segundo o Público, a campanha – cujo objetivo é dar voz ao bebé que perdeu a visão e a mãe – recebeu o apoio do primeiro ministro libanês Saad Hariri, do futebolista francês Franck Ribéry e do representante permanente do Reino Unido nas Nações Unidas, Matthew Rycroft

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A campanha está a tornar-se viral no Twitter e no Facebook, com pessoas a partilharem fotografias em que cobrem um dos olhos com a mão, marcadas com as hashtags #SolidarityWithKarim e #StandWithKarim.

Os jornalistas e a restante equipa da agência de notícias turca Anadolu juntaram-se à campanha, assim como a refugiada síria Bana Alabed e os Capacetes Brancos, a organização de voluntários que assumiu o socorro das vítimas dos ataques nas zonas controladas pela oposição.

De acordo com o Público, o bebé corre risco de perder a visão do outro olho, caso não seja submetido a uma cirurgia.

Karim é uma das 600 pessoas que precisam de sair da zona oriental de Ghouta para ter acesso a tratamento médico, escreveu Amer Almohibany no Twitter. O Comité Internacional da Cruz Vermelha já descreveu a situação humanitária neste subúrbio de Damasco como “crítica“.

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