Pedro Nunes / Lusa

O presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues

O Presidente da Assembleia da República afirma que “Tancos teve aspetos altamente cómicos”, depois do material desaparecido ter sido encontrado na Chamusca.

Em entrevista à Visão, o presidente da Assembleia da República considerou o caso de Tancos “grave”, embora com alguns “aspetos altamente cómicos”.

Eduardo Ferro Rodrigues afirmou, no entanto, que “vai ter de se apurar quem promoveu, realmente esta situação e quem ganhou com ela”.

O caso de Tancos é referente ao material que desapareceu no final de junho, dos Paióis de Tancos. O material foi entretanto recuperado pela Polícia Judiciária Militar na Chamusca (à exceção das munições de 9 milímetros), no meio do mato.

No final de setembro, foi revelado um relatório do serviço de informações militares sobre o caso dos Paióis Nacionais de Tancos onde se pode ler que Azeredo Lopes, ministro da Defesa, agiu “com ligeireza, quase imprudente”, revelando uma “arrogância quase cínica”.

O documento revela ainda que o assalto revela “fragilidade de liderança e da capacidade de gestão de crise, quer ao nível militar, quer ao nível político”. O ministro da Defesa chegou a dizer, em entrevista, que, “no limite pode não ter havido furto

“. Azeredo Lopes admitiu não saber “se alguém entrou em Tancos”, deixando em aberto a hipóteses de o furto ter sido cometido por militares.

Em julho, o Ministério Público tinha decidido abrir um inquérito ao caso de Tancos, na sequência de terem sido levantadas suspeitas de tráfico de armas e terrorismo internacional. “Estão em causa, entre outras, suspeitas da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de armas internacional e terrorismo internacional”, afirmava a Procuradoria-Geral da República.

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