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Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, ameaçou impedir a entrada de autocarros provenientes de Sintra e Oeiras no concelho, obrigando os passageiros a trocar para autocarros da autarquia e a medir a temperatura antes de prosseguir viagem.

A partir desta quarta-feita, a Área Metropolitana de Lisboa (AML) reforça a oferta de transportes públicos, sobretudo de autocarros, permitindo que a capacidade fique a 90% do que existia no mesmo período do ano passado. Porém, segundo o autarca de Cascais, isso não é suficiente.

Num artigo de opinião publicado no jornal i, Carlos Carreiras escreveu que se a AML não colocar carreiras a 100% até ao final desta semana tomará “medidas drásticas” na segunda-feira.

“Como Autoridade Municipal de Transportes, mas sem poder de intervenção nas rotas intermunicipais, recuso-me a ficar de braços cruzados e a assistir à multiplicação descontrolada de potenciais cadeias de transmissão nos nossos transportes”, afirmou.

“Todas as rotas intermunicipais serão paradas à entrada de Cascais. Os passageiros farão testes de temperatura e farão, depois disso, transbordo para rotas municipais”, explicou o autarca do PSD.

Segundo Carlos Carreiras, estas medidas salvaguardam a saúde de todos aqueles que utilizam transportes públicos. “Não pode continuar a acontecer aquilo que está acontecer que é virem autocarros cheios sem qualquer tipo de cumprimento de regras”, afirmou.

O autarca acusou a AML de pôr em causa a saúde pública “para poupar 150 milhões de euros” e disse que os trabalhadores correm o risco de ficar infetados com novo coronavírus ou, encontrando-se assintomáticos, de infetar outros “por falha do Estado”.

Para Carlos Carreiras, é necessária “uma coligação nacional” de resposta à pandemia, que deve começar “com coligações regionais”. “Não é por acaso que a Área Metropolitana de Lisboa é, aos dias de hoje, o ponto focal da infeção no nosso país. Na AML, o maior eixo demográfico, económico e industrial do país, as pessoas trabalham no concelho A, vivem na cidade B e, não raras vezes, consomem bens e serviços no município C”, notou.

Esta manhã, em declarações à Rádio Observador, o autarca de Cascais confirmou a existência de mais um surto num lar do concelho além do verificado em São Domingos de Rana, que tem 47 casos confirmados (41 utentes e 6 funcionários).

O novo surto, em Alcabideche, terá começado numa funcionária. Há seis pessoas infetadas (duas funcionárias e quatro utentes).

“A situação está a ser controlada. Estamos todos a correr atrás do assunto”, rematou.

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