O Lidl e o Kaufland, supermercados do grupo alemão Schwarz, receberam mais de 800 milhões de euros, do Banco Mundial e do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento, para se expandirem – financiamento habitualmente destinado à redução da pobreza mundial e que está a causar polémica.

Segundo o Jornal de Negócios, os supermercados Lidl e Kaufland receberam mais de 316 milhões de euros da Corporação Financeira Internacional e mais de 631 de milhões de euros do Banco Europeu para a Reconstrução e o Desenvolvimento.

Este tipo de verbas são habitualmente concedidas com o intuito de promover o crescimento e o desenvolvimento das economias locais, tendo por meta a redução da pobreza. Facto pelo qual o caso está a levantar polémica, embora não se tenham detectado irregularidades nas transferências.

As duas instituições justificam o financiamento com a ajuda à expansão do grupo Schwarz pela Europa Central e do Leste, o que permitiria criar mais empregos, e auxiliaria ainda os produtores locais a escoarem os seus produtos.

Além disso, alegam as instituições de fomento, citadas pelo Jornal de Negócios, que os consumidores com menos poder de compra teriam acesso a “comida de boa qualidade a preços acessíveis“.

O primeiro apoio ao grupo alemão terá sido dado em 2004, com uma transferência de 90 milhões de euros, no mesmo ano em que um sindicato alemão acusava o Lidl de violações ao direito do trabalho.

Em 2009, verificou-se uma segunda transferência de 68 milhões de euros visando a expansão do supermercado Kaufland para a Bulgária e a Roménia.

Em 2011, o Lidl recebeu cerca de 60 milhões de euros e em 2013 o financiamento chegou aos 94 milhões de euros.

ZAP