Erdem Sahin / EPA

Depois de um grande aumento de casos na capital do país durante a última semana, as autoridades suecas ponderam alterar toda a sua estratégia de combate à pandemia e adotar novas medidas.

A Europa foi considerada o centro da pandemia, depois de grande parte dos países verem o número de infeções e óbitos crescer drasticamente. Desta forma, muitos países europeus optaram por confiar e adotar medidas de segurança e distanciamento social para prevenir a difusão do covid-19. Contudo, a Suécia não é um exemplo disso.

Os suecos tem-se destacado dos restantes países, e até dos outros estados nórdicos, ao não adotar qualquer recomendação para o uso obrigatório de máscaras.

Agora, as autoridades suecas ponderam adotar medidas restritivas em locais mais movimentados como é o caso de Estocolmo, devido ao aumento de infeções por covid-19. Caso estas medidas avancem, significa uma mudança na estratégia até agora adotada pela Suécia no combate à pandemia, diz o Observador.

Bjoern Eriksson, responsável sanitário de Estocolmo, explica que “a tendência de diminuição terminou. Se a curva continua a subir, a situação pode ser perigoso”, por isso o país quer mudar a sua estratégia. Na última semana registou-se na capital 305 novos casos, face aos 254 na semana anterior.

Anders Tegnell, responsável da Saúde Pública da Suécia, tem defendido a postura adotada no país, mas reconheceu agora que se a tendência de aumento persistir, terão que ser adotadas “restrições locais” em Estocolmo.

Na Suécia, os governantes têm privilegiado não tomar medias e impulsionar a população à responsabilidade individual, notícia a agência EFE.

Esta estratégia causou polémica, principalmente nos momentos de maior incidência da pandemia, quando o número de infeções e mortes era superior a outros países da região.

Desde o início da pandemia que na Suécia já se registaram 89.436 infetados com o novo coronavírus e 5.870 vítimas mortais.

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