Quando se trata de Donald Trump e músicas dos Aerosmith no mesmo comício, Steven Tyler não é brando. Esta é já a segunda vez que os advogados do vocalista advertem o presidente dos EUA para que não utilize a música da banda sem autorização prévia.

“Livin’ on the Edge” ecoou num comício de Donald Trump, na passada terça-feira, 21 de agosto, em Charleston, no estado de Virgínia Ocidental, e Steven Tyler não gostou.

Os advogados do vocalista dos Aerosmith enviaram uma carta para o gabinete da Casa Branca, a exigir que o presidente dos Estados Unidos pare de utilizar as canções da banda nas suas atividades políticas.

Citado pelo The Guardian, o documento sublinha que Donald Trump “está a criar a falsa impressão de que o nosso cliente deu o seu consentimento para a utilização da sua música, ou sequer que apoia a presidência do sr. Trump”.

Na missiva lê-se ainda que Donald Trump “não tem qualquer direito a usar o nome, imagem, voz ou parecença do nosso cliente, sem o seu consentimento expresso escrito”, justificando que a utilização da canção provocou uma “confusão” que pode ser registada “nas reações dos fãs do nosso cliente nas redes sociais”.

No Twitter, Steven Tyler explicou que “isto não é sobre Dems [Democratas] vs Repub [Republicanos]”, acrescentando que não deixa ninguém usar as suas canções sem permissão. “A minha música é para causas e não campanhas políticas ou comícios. Proteger compositores é algo que tenho defendido até antes de a atual administração tomar posse… ‘Não’ é uma frase completa”.

Esta não é a primeira vez que Tyler pede a Trump para não usar as músicas da sua banda. Em 2015, “Dream On” foi tocada durante a campanha eleitoral de Trump, o que também foi merecedor de uma carta a intimar para a violação de direitos de autor.

Na altura, Trump retirou os vídeos nos quais se ouvia a canção e afirmou que Steven Tyler  “teve mais publicidade pelo seu pedido do que nos últimos 10 anos. Bom para ele!”.

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