Mário Cruz / Lusa

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins

Num mês marcado pelo agravamento da crise pandémica e pela negociação do Orçamento do Estado para 2021, o Bloco de Esquerda foi o partido que mais subiu nas intenções de voto.

O Bloco de Esquerda foi o partido que mais subiu nas intenções de voto no mês de outubro, numa altura em que os partidos negociaram o Orçamento do Estado para 2021, revela uma sondagem da Intercampus para o Jornal de Negócios e o Correio da Manhã.

Os bloquistas dão continuidade uma subida que já vem a ser consumada desde agosto, numa altura em que tinham 8,5% das intenções de voto. Em setembro, esse valor aumentou para 9,9%. Agora, o partido liderado por Catarina Martins está com 11%.

Na frente, não há particularmente grandes surpresas. O PS é líder com 37,5%, subindo apenas uma décima, enquanto o PSD subiu cinco décimas, para 24,8%. A distância entre os dois partidos é agora de quase 13 pontos percentuais.

Embora lidere as intenções de voto, o PS tem vindo a registar uma descida, já que em junho chegou a ter 40%. Em contrapartida, os sociais-democratas regressam aos valores registados em agosto, depois de uma queda registada em setembro.

Quem também sai a perder das negociações do Orçamento do Estado para 2021 é a CDU, que perde oito décimas, atingindo 4,3% das intenções de voto.

O Chega, de André Ventura, subiu ligeiramente, mas ainda não recuperou os valores de agosto, quando atingiu os 7,9%. Este mês de outubro, está com 7,7% das intenções de voto, mais três décimas relativamente aos 7,4% do mês passado.

Por sua vez, PAN e CDS partilham o sexto e sétimo lugares, ambos com 4,1% das intenções de voto. Se o partido ambientalista conseguiu manter os valores, os democratas-cristãos perderam duas décimas.

Por último, embora a Iniciativa Liberal tenha ganho três décimas em comparação com o mês passado, chegando aos 2,4%, ocupa o último lugar das intenções de voto.

A ministra da Saúde continua a ser a governante preferida dos portugueses. Marta Temido é a melhor ministra para 20,9% dos entrevistados. A ministra da Cultura, Graça Fonseca, tem o pior registo, sendo vista como a pior governante por 14,1%.

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