Eduardo Costa / Lusa
O atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, continua a ser o favorito na corrida a Belém, mas a entrada em cena da antiga eurodeputada socialista Ana Gomes fez com que a sua margem nas intenções de voto diminuísse, de acordo com uma nova sondagem esta segunda-feira divulgada.
O Chefe de Estado, que não revelou ainda se pretende ou não recandidatar-se à Presidência da República, reúne 58,5% das intenções de voto, mas registou uma queda de dez pontos percentuais face ao passado mês de janeiro, aponta o barómetro de fevereiro da Intercampus para o Correio da Manhã e para o Jornal de Negócios.
Ana Gomes entra pela primeira vez numa sondagem da Intercampus para as Presidenciais de 2021, reduzindo a margem de Marcelo Rebelo de Sousa.
A antiga eurodeputada reúne, de acordo com a mesma pesquisa de opinião, 8,8% das intenções de voto, ficando ainda assim atrás do líder e deputado único do Chega, André Ventura, que alcançou 9,3% das intenções de voto – mais 90,5 pontos percentuais.
Tal como frisa o CM, as eventuais candidaturas de Ana Gomes e André Ventura afastam, para já, Marcelo Rebelo de Sousa da votação histórica obtida por Mário Soares, que em 1991, para um segundo mandato presidencial, conseguiu os 70,35%.
Ana Gomes, recorde-se, já descartou uma eventual candidatura a Belém, enquanto André Ventura já anunciou que vai entrar na corrida.
Cristina Ferreira supera Carlos César
A sondagem teve ainda em conta outras figuras que poderão entrar na corrida à Presidência da República. A bloquista Marisa Matias, que foi candidata nas últimas presidenciais, recolheu 4,6% das intenções de voto. Por sua vez, o líder comunista Jerónimo de Sousa, alcançou a preferência de 2,6% dos inquiridos.
Também a apresentadora da SIC Cristina Ferreira, que já admitiu que poderia candidatar-se numa eleição a Belém, foi incluída na sondagem, recolhendo 2,4% das intenções de voto. Em último lugar surge o presidente do PS Carlos César (1,3%).
A sondagem, levada a cabo entre 11 e 17 de fevereiro, contou com 614 entrevistas, sendo o erro máximo de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 4,0%.
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Ele não me parece com forças para mais um mandato. Se vai concorrer, será para alimentar o ego.