A sonda espacial Parker Solar Probe, da NASA, está mais perto do Sol do que qualquer outro aparelho similar alguma vez conseguiu, estando previsto que nos próximos sete anos consiga chegar ainda mais perto.

A sonda espacial superou na segunda-feira o recorde de 43 milhões de quilómetros estabelecido pelo Helios-2 em 1976 e vai continuar a aproximar-se do Sol até voar pela coroa pela atmosfera exterior pela primeira vez, na próxima semana, passando a 24 milhões de quilómetros da superfície solar.

A Parker Solar Probe vai efetuar 24 aproximações ao Sol nos próximos sete anos, acabando por chegar a cerca de seis milhões de quilómetros.

Lançada em agosto, a sonda espacial está a caminho de estabelecer um outro recorde esta terça-feira. Vai bater o recorde de velocidade do Helios-2 de 247.000 quilómetros por hora.

Segundo a NASA, a “Parker Solar Probe” vai chegar perto o suficiente do Sol para captar a variação da velocidade do vento solar e ver o ‘berço’ das partículas solares de maior energia.

Os cientistas querem perceber como a energia e o calor circulam através da coroa solar (constituída por plasma, gás ionizado formado a altas temperaturas) e explorar o que acelera o vento solar e as partículas energéticas.

Pela primeira vez, a NASA deu a uma sonda o nome de uma pessoa que está viva, neste caso o astrofísico norte-americano Eugene Parker, de 91 anos.

Parker é o ‘pai’ do conceito de vento solar que a sonda se propõe observar mais a fundo, ao ‘viajar’ até bem perto da coroa do Sol, a camada mais externa da atmosfera da estrela, mais quente do que a sua superfície e de onde ‘saem’ partículas energéticas, sobretudo eletrões e protões.

Com o tamanho de um pequeno carro, a “Parker Solar Probe” tem uma esperança de vida de sete anos. O seu escudo térmico, feito à base de carbono, permite-lhe resistir a temperaturas superiores a mil graus Celsius na sua maior aproximação ao Sol.

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