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Fotografia de um grupo de generais da Guerra Civil dos EUA

Investigadores encontraram evidências que indicam que soldados da Guerra Civil norte-americana pintavam o cabelo para ficar melhor nas fotografias.

Escavações em Camp Nelson, no Kentucky, revelaram restos de um estúdio de fotografia com 150 anos, o primeiro encontrado neste local emblemático da Guerra Civil norte-americana. Entre os muitos objetos encontrados estavam vários frascos de vidro partidos que continham tinta de cabelo, revela a revista Newsweek.

Inicialmente, os investigadores da Universidade da Transilvânia pensaram que os recipientes tinham sido usados para armazenar medicamentos. Porém, quando a equipa começou a juntar os pedaços de vidro, notou nomes de marcas como Bear’s Oil, Christadoro e Dr. Jaynes.

“Encontrámos muitos frascos. É algo que não se encontra noutros lugares. É interessante porque sugere que estas pessoas tratavam do cabelo antes de tirarem fotografias. Podiam estar a escurecer o cabelo para ficarem melhor nas fotos”, declarou Stephen McBride, um dos responsáveis da escavação, ao jornal Lexington Herald-Leader.

O investigador considera que uma das razões por detrás disto seria para corrigir uma peculiaridade das fotografias antigas e a preto e branco. Naquela altura, uma pessoa que tivesse cabelos claros ou loiros iria parecer que tinha cabelos brancos ou grisalhos.

“As descobertas fotográficas da Guerra Civil ainda se encontram muito ativas atualmente. E agora temos uma descoberta arqueológica de um estúdio de fotografia da Guerra Civil. Pelo que sei, isso nunca aconteceu antes”, afirma ao mesmo jornal Bob Zeller

, diretor do Centro de Fotografia da Guerra Civil.

De acordo com a revista, a Guerra Civil foi o primeiro conflito no território dos Estados Unidos a ser fotografado. Ao longo da guerra — que durou entre 1861 e 1865 — a procura pela fotografia aumentou.

McBride conta que era comum os novos inscritos no Exército tirarem um retrato antes de serem enviados para o conflito.

“Ser soldado tinha e tem um status especial associado à masculinidade, bravura e honra. Os retratos eram importantes para estes homens para ilustrar o seu estatuto naquele momento, mas também para a posteridade uma vez que poderiam ser feridos ou mortos”.

Porém, tirar fotografias naquela época não era tarefa fácil. “A fotografia na era da Guerra Civil era uma prática incrivelmente técnica e perigosa. Envolvia muitos produtos químicos tóxicos. Era preciso saber o que se estava a fazer”, acrescenta o investigador.

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