José Sena Goulão / Wikimedia

Ex-primeiro-ministro e ex-líder do PS, José Sócrates

A actual ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e os antigos ministros Mário Lino, António Mendonça e Carlos Fonseca foram “instrumentalizados” por José Sócrates para favorecerem os seus interesses e os Grupos Lena e Espírito Santo, considera o Ministério Público.

A informação é avançada pelo jornal Público com base em despachos do processo Operação Marquês que implica José Sócrates e mais 27 arguidos, incluindo o ex-presidente do BES, Ricardo Salgado.

De acordo com o jornal, o Ministério Público (MP) alega que Sócrates “instrumentalizou” membros do seu Governo no sentido de que tomassem decisões que o favorecessem e que beneficiassem o Grupo Lena e o Grupo Espírito Santo que surgem no centro da “teia” de corrupção da Operação Marquês.

Estão em causa a actual ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que foi secretária de Estado dos Transportes no Governo de Sócrates, os ex-ministros das Obras Públicas Mário Lino e António Mendonça, e o antigo secretário de Estado dos Transportes

Carlos Fonseca.

Mas o MP não avançou com acusações contra estes elementos por entender que eles agiram “involuntariamente”, sem terem consciência de que estavam a beneficiar Sócrates e os seus interesses, conforme refere o Público.

O projecto do TGV é uma das áreas onde esses alegados actos ilícitos involuntários ocorreram. Neste âmbito, o MP está também a investigar o Governo de Passos Coelho por suspeitas de corrupção, em particular o ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro.

Contactado pelo Público, Mário Lino assegura que Sócrates “nunca se imiscuiu” no processo do TGV, concluindo, assim, que a acusação “não corresponde à verdade”, pelo menos neste capítulo.

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