A investigação a José Sócrates alega que o ex-Primeiro-ministro é proprietário de dois imóveis na capital e de um terreno na Quinta da Beloura, em Sintra, além do já conhecido apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa.
De acordo com o Diário de Notícias, citando o despacho do juiz de instrução Carlos Alexandre, não terá sido apenas a compra de um andar na Rua Braamcamp à mãe de Sócrates a motivar as suspeitas sobre o ex-primeiro-ministro, havendo referência no processo a outros dois apartamentos e um terreno adquiridos através de um esquema de circulação de dinheiro montado por Sócrates e o amigo Carlos Santos Silva, empresário da Covilhã.
Segundo o despacho do juiz de instrução, Santos Silva terá comprado em 2006 um apartamento na Rua Manuel da Fonseca, em Lisboa, tendo este sido pago com um leasing bancário, primeiro a débito a partir de uma conta no Banco Espírito Santo e, depois, através de uma conta no Barclays.
Contudo, refere o jornal, a investigação descreve que os movimentos a débito nesta última conta foram compensados com entradas de dinheiros provenientes de outra também do Barclays, ou seja, o dinheiro circularia de uma conta para outra para cobrir as despesas do leasing bancário.
O mesmo esquema de circulação de dinheiro terá sido registado na compra de um terreno na Quinta da Beloura, em Sintra, em 2007, para o qual o dinheiro terá saído de uma conta do Barclays que, por sua vez, era alimentada por outra do mesmo banco.
Um terceiro negócio suspeito envolve um apartamento na Rua Soeiro Pereira Gomes, também em Lisboa. O imóvel foi comprado em 2010 ao fundo de investimento Imolux, através de uma conta no Banco Espírito Santo. O despacho descreve que essa conta do BES, “que se indicia ser um património apenas sob gestão de Carlos Santos Silva, na realidade pertence a José [Sócrates] Pinto de Sousa“.
Referindo-se já ao negócio entre Santos Silva e a mãe do ex-primeiro-ministro para a compra do andar na Rua Braamcamp, o despacho do juiz Carlos Alexandre alega que, seguindo o rasto do dinheiro, os 520 mil euros que Santos Silva pagou a Maria Adelaide foram, depois, transferidos para uma conta de José Sócrates na Caixa Geral de Depósitos.
A investigação da Operação Marquês conclui, assim, que este alegado esquema de circulação de dinheiro eram formas de fazer chegar dinheiro a Sócrates.
ZAP
...Não há processos contra os jornais?!? Convém associar notícias a linxamento para chegar à persiguição política e até associá-la aos tempos da pide. Com palas, claro. Depois, rebanhos ao adro, com legítimos movimentos de mulas de enterro porque, ainda com palas, acreditam que os 'transcritos' divulgados não têm suporte e que, geralmente, a formalização da acusação prescinde da proteção, não só da prova recolhida e da aquisição de nova, sobretudo em processo extenso e complexo.
Qdo o mel é muito os potes podem dar lugar ao milagre do altruísmo ou, já sabemos, o isaltino é que não - bem tentou - a prescrever... Em termos gerais nunca a justiça teve tanto em tão pouco... Tempo. Abril, Abril