Miguel A. Lopes / Lusa
Ex-primeiro ministro e ex-líder do PS, José Sócrates
Três dias depois de ter sido lido o acórdão do Face Oculta, no qual Armando Vara foi condenado a cinco anos de prisão efetiva, João Araújo, que na altura ainda não era advogado de José Sócrates, foi a Aveiro consultar o processo. Fê-lo a pedido do ex-primeiro ministro que estava preocupado com a investigação.
Segundo o Correio da Manhã, José Sócrates terá ficado preocupado quando Armando Vara foi condenado a cinco anos de prisão efetiva no âmbito do processo Face Oculta.
A pedido do antigo primeiro ministro, João Araújo que, à data, ainda nem era advogado de Sócrates, deslocou-se a Aveiro para consultar e avaliar o acórdão. Quando voltou, explicou a Sócrates que aquele era um “acórdão muito bem feito” e que, dessa forma, dificilmente Vara escaparia à cadeia.
José Sócrates não terá ficado satisfeito com os elogios de Araújo ao acórdão e terá respondido ao amigo: “Eu já não sei o que dizer, pá. Começo a ter medo de todos vós, pá. Não é apenas dos juízes. É também dos advogados. Um medo terrível”, ironiza Sócrates que não esconde a irritação: “Você quer-me convencer”.
Na escuta telefónica, Sócrates recusa que alguém possa ser condenado com base em escutas e provas indiretas e chega mesmo a dizer ao advogado que se não houver transferências bancárias nenhum tribunal pode dizer que houve suborno.
Face à contra argumentação de João Araújo, José Sócrates irrita-se e responde apenas: “Eh pá, parabéns. Olha, podem meter isso pelo olho do c*, pá
“.Grupo Lena pediu apoio para superar “dificuldades”
Em reposta à acusação do Ministério Público no âmbito da Operação Marquês, no qual os procuradores pedem, inclusive, que a empresa fique impedida de participar em obras públicas, o grupo Lena apelou “aos seus vários ‘stakeholders’, desde logo os milhares de colaboradores, mas também os clientes, fornecedores e banca, para, agora com confiança redobrada, continuarem a apoiar o grupo Lena na superação das dificuldades”, avança o Negócios.
O grupo espera, com tal ajuda, “conseguir resgatar a reputação” do grupo, que diz ter sido “injustamente vilipendiada”.
A Lena, que abriu a porta ao pedido de instrução do processo, na qual é arguida, acredita que qualquer julgamento vai “ilibar total e completamente o grupo e os seus gestores”.
A acusação do Ministério Público na Operação Marquês defende que a construtora foi beneficiada devido à atuação de José Sócrates no cargo de primeiro-ministro, facto negado pelo grupo.
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Pelo olho do c* é muito bom, ahahah...