Mário Cruz / Lusa

O ex-primeiro-ministro José Sócrates

O Ministério Público acredita que José Sócrates recebeu “luvas” do Grupo Espírito Santo em troca de decisões políticas favoráveis.

Estas novas suspeitas na Operação Marquês surgiram no âmbito de transferências bancárias feitas de contas do administrador do Grupo Lena, Joaquim Barroca, tendo como destinatário Carlos Santos Silva, o amigo de Sócrates que é considerado o seu “testa-de-ferro” pelo Ministério Público.

Segundo a SIC, em causa está nomeadamente o chumbo indirecto da oferta pública de aquisição (OPA), lançada pela Sonaecom à Portugal Telecom (PT), em 2006.

Contactado pelo canal, José Sócrates nega quaisquer favorecimentos ao Grupo Espírito Santo, garantindo também que nunca foi abordado pelo MP sobre estas suspeitas.

A estação refere que Ricardo Salgado era contra a OPA, que acabou por ser travada com o voto contra de accionistas como a Caixa Geral de Depósitos, representada na Portugal Telecom por Armando Vara

, outro dos arguidos da Operação Marquês.

O ex-governante alega, conforme nota a SIC, que “não indicou qualquer sentido de voto à Caixa Geral” e que “a única vez que usou a goldenshare foi para travar a venda da Vivo, contra a vontade do Grupo Espírito Santo”.

Em nome do GES, os advogados de Ricardo Salgado salientam que esta informação de eventuais favorecimentos “é absolutamente falsa”.

ZAP