Antonio Cruz / ABr

Ex-primeiro ministro e ex-líder do PS, José Sócrates

O juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal aplicou esta segunda-feira a prisão preventiva a José Sócrates como medida de coação, no âmbito de um processo por crimes económicos, indicou o advogado à saída do Campus de Justiça, em Lisboa.

O advogado de José Sócrates, João Araújo, revelou aos jornalistas, à saída do Campus de Justiça, a medida de coação aplicada ao ex-primeiro-ministro.

João Araújo disse aos jornalistas que “a decisão é profundamente injusta e injustificada” e que irá “interpor recurso”.

A decisão foi revelada por João Araújo às 22h20, quase quatro horas depois de ter sido anunciada a sua revelação “para dentro de alguns minutos”.

Esta era a medida de coação mais pesada que podia ser aplicada aos arguidos no processo.

Às 22h30, Teresa Santos, escrivã do tribunal, iniciou a leitura de um comunicado oficial das autoridades judiciais.

Segundo o comunicado, José Sócrates, o empresário Carlos Santos Silva e o motorista João Perna

ficam em prisão preventiva, indiciados por fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais. Ao motorista de Sócrates foi também imputado o crime de “detenção de arma proibida”.

O advogado Gonçalo Trindade Ferreira ficou com medida de termo de identidade e residência, com proibição de se ausentar do país, devendo entregar o passaporte ao tribunal, e proibição de contactos com os restantes arguidos.

À partida, a prisão preventiva pode ser estendida até um ano e meio, mas o prazo pode estender-se a dois anos, em caso de crime comprovado, ou 40 meses, por excecional complexidade do caso. As medidas de coação serão reavaliadas pelo tribunal de três em três meses.

ZAP / Lusa