Pedro Nunes / Lusa

O ex-primeiro-ministro José Sócrates

O antigo primeiro-ministro José Sócrates afirmou hoje que os arrestos de bens de que foi alvo no âmbito da Operação Marquês “não têm nenhum fundamento nem justificação”.

“Os arrestos em causa não têm nenhum fundamento nem justificação”, disse Sócrates em conferência de imprensa, em Lisboa, reagindo à notícia de hoje do jornal Expresso que indica que a equipa do Departamento Central de Investigação e Ação Penal decidiu avançar com o arresto de vários imóveis e um monte no Alentejo.

“Os prédios agora referidos nunca foram nem são minha propriedade como está amplamente provado no processo”, afirmou José Sócrates.

O arresto, adiantou o Expresso, deu entrada na Conservatória na segunda-feira, 02 de outubro, e engloba três apartamentos vendidos entre 2011 e 2012 pela mãe de Sócrates ao empresário Carlos Santos Silva, que está indiciado por corrupção e branqueamento de capitais, e uma herdade em Montemor-o-Novo, no Alentejo.

Em declarações à Lusa, a Procuradoria-Geral da República confirmou que o Ministério Público avançou com um arresto de bens imóveis no âmbito da Operação Marquês, mas não indicou quais os bens ou os visados desta ação judicial

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Segundo o Expresso, a iniciativa do Ministério Público surge como forma de garantir que as Finanças possam receber o que for determinado pelo tribunal como perda a favor do Estado caso José Sócrates venha a ser condenado.

Na Operação Marquês, José Sócrates está indiciado por corrupção, fraude fiscal qualificada e branqueamento de capitais, num processo que investiga crimes económico-financeiros e que tem 25 arguidos: 19 pessoas e seis empresas, quatro das quais do Grupo Lena.

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