José Sena Goulão / Lusa
O juiz Carlos Alexandre
O Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) rejeitou um recurso apresentado pela defesa de José Sócrates e Carlos Alexandre, juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal, não será afastado do processo Operação Marquês.
De acordo com uma decisão a que a Lusa teve acesso, a defesa do ex-primeiro-ministro José Sócrates pretendia o afastamento do juiz Carlos Alexandre por alegar incompetência do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC) e por caducidade do exercício da ação penal.
Segundo informação prestada pelo TRL, o pedido foi analisado pela terceira secção criminal do tribunal e “foi indeferido com fundamento em que se não verificavam os pressupostos que o Ministério Público invocou para o pedido de recusa”.
Além disso, o tribunal recusou também considerar ilegais os despachos proferidos pela hierarquia do Ministério Público relacionados com a aceleração processual e as prorrogações do prazo de inquérito do processo no qual José Sócrates é acusado de corrupção passiva de titular de cargo político, branqueamento de capitais, fraude fiscal qualificada e falsificação de documentos.
O tribunal entendeu que não houve violação das regras que regulam a conexão de processos, bem como o argumento da defesa sobre a inexistência de indícios de crime.
Os juízes também não deram provimento ao pedido da defesa para que fosse declarado nulo o interrogatório complementar de José Sócrates, a 13 de março de 2017.
O TRL recusou igualmente declarar inválido e inexistente o inquérito por ilegitimidade e incapacidade da Autoridade Tributária para a investigação do inquérito. Foi ainda recusado o pedido da defesa para que fosse declarado invalido o processo por violações da publicidade interna e do segredo externo.
No âmbito da ‘Operação Marquês’ foi deduzida acusação contra 28 arguidos, entre eles o antigo primeiro-ministro José Sócrates, a quem são imputados 31 crimes.
Estão acusadas um total de 19 pessoas singulares e nove empresas, incluindo o ex-banqueiro Ricardo Salgado, os gestores Henrique Granadeiro e Zeinal Bava, o fundador do Grupo Lena Joaquim Barroca e o antigo ministro socialista Armando Vara.
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Sócrates derrotado...não concordo! Com tudo o que passou desde o início não é Socrates que está fragilizado...