André Kosters / Lusa

José Sócrates

O empresário Carlos Santos Silva, o amigo de José Sócrates que é suspeito de ser seu testa-de-ferro, vai ser ouvido pelo juiz Ivo Rosa, na fase de instrução da Operação Marquês. O seu testemunho pode ser fundamental para corroborar, ou não, a versão de Sócrates.

O ex-primeiro-ministro foi interrogado ao longo da semana passada por Ivo Rosa, tendo garantido que a mãe lhe emprestava dinheiro com frequência, uma vez que teria recebido uma fortuna como herança do avô, além de ter também herdado bens de outros dois familiares.

Mas Carlos Santos Silva terá dito no interrogatório de Novembro de 2014, aquando da sua detenção, que os empréstimos que terá feito a Sócrates se destinariam também a sustentar as despesas de “subsistência” da mãe dele.

O empresário terá dito que emprestava dinheiro a Sócrates “por amizade” e pelo seu “estatuto”, de modo a ajudá-lo a manter as mesmas “condições” que tinha como primeiro-ministro, para “continuar a fazer a sua vida de diplomata”. Estas declarações terão sido feitas aquando do interrogatório de há cinco anos, conforme cita o Correio da Manhã

(CM).

Nessa mesma altura, Santos Silva terá dito que o dinheiro também visaria ajudar Sócrates a fazer face a “alguns compromissos” que ele teria “com a mãe”, nomeadamente quanto à sua “subsistência”.

O CM lembra que o processo judicial inclui escutas telefónicas em que a mãe surge a dizer a Sócrates que não tem dinheiro.

Santos Silva vai ser interrogado por Ivo Rosa nos dias 27, 28 e 29 de Novembro. Falta saber se vai manter a sua primeira versão da história.

O empresário está acusado de 33 crimes, entre os quais de corrupção, sendo suspeito de ser um dos testas-de-ferro de José Sócrates.

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