A deputada socialista Isabel Moreira foi uma das primeiras a manifestar apoio a João Ferreira, candidato do PCP. Já o líder do Chega, André Ventura classificou o comunista como um “camarada de plástico”.
Numa publicação no Facebook, Isabel Moreira considerou um erro a falta de um candidato oficial do PS e disse-se “livre para escolher”: a cruz no boletim de voto será para o candidato comunista, João Ferreira. A deputada do PS reconhece em João Ferreira os traços de “democrata, avesso a populismos”.
“Os ataques à democracia que se fazem sentir na Europa , nos EUA, no Brasil, etc, são ataques que, por aqui , recordam-nos da importância de partidos como o PCP”, escreveu a deputada socialista no Facebook, frisando a “institucionalização do conflito que evita o sonho dos inimigos da democracia”, entre eles a extrema-direita que diz fazer “tantas horas da comunicação social”.
“E, mais importante, gosto muito do João Ferreira. Acho que é um democrata. Avesso a populismos, o que traz exatamente aquilo que quero que seja marcado nesta campanha, que tanto promete nessa matéria”, escreveu Isabel Moreira no Facebook.
A deputada socialista disse ainda que se tratará de um voto “em nome de uma democracia não populista” e em nome “do Estado de direito”.
“Camarada de plástico”
O presidente do Chega, André Ventura, anunciado candidato às eleições presidenciais de janeiro, classificou este sábado o seu concorrente comunista como um “camarada de plástico”.
“Esperávamos algum ‘camarada cassete’ a repetir as mesmas coisas sobre Cuba ou o PREC (Processo Revolucionário em Curso), há 40 anos, e aparece o ‘camarada de plástico’, um político que de valor apenas tem o ser jovem e bem-parecido”, disse, em declarações à agência Lusa.
O deputado único do Chega já tinha recorrido a epítetos depreciativos para com as candidatas presidenciais Ana Gomes (diplomata e ex-eurodeputada socialista) e Marisa Matias (eurodeputada do BE), respetivamente, “candidata cigana” e “candidata marijuana”.
“João Ferreira apresenta-se este sábado às eleições presidenciais, uma clara terceira ou quarta escolha, atrás de nomes como o do líder, Jerónimo de Sousa, ou do ex-sindicalista Arménio Carlos. Certamente que estes se recusaram ao combat
e e deixaram Ferreira a travar sozinho o combate impossível para o PCP”, acrescentou Ventura.O eurodeputado comunista, também vereador na Câmara Municipal de Lisboa, já foi o eleito pelo PCP para cabeça de lista ao Parlamento Europeu em duas ocasiões, assim como para primeiro candidato da lista à autarquia da capital, possuíndo assim larga experiência de campanhas eleitorais.
O eurodeputado comunista junta-se assim aos oito candidatos anunciados às eleições presidenciais de 2021.
O líder e deputado único do partido Chega, André Ventura, o primeiro a apresentar publicamente a sua intenção de concorrer ao mais alto cargo da nação, a 29 de fevereiro, em Portalegre.
Seguiram-se, no final de julho, as manifestações de vontade de concorrerem a Belém do advogado e fundador da Iniciativa Liberal, Tiago Mayan Gonçalves, e do presidente do Partido Democrático Republicano (PDR), Bruno Fialho.
No passado dia 5, a eurodeputada e dirigente do Bloco de Esquerda Marisa Matias anunciou que voltaria a concorrer às presidenciais do próximo ano, com apresentação marcada para quarta-feira no Largo do Carmo, em Lisboa.
No dia seguinte, quinta-feira, foi a vez de a ex-eurodeputada socialista Ana Gomes apresentar a sua candidatura a Presidente da República. No mesmo dia, no Porto, foi apresentada a pré-candidatura a Belém do ex-militante do CDS Orlando Cruz, que já por três vezes no passado fez este anúncio, mas que nunca chegou a formalizar o processo junto do Tribunal Constitucional.
Além destes nomes, na terça-feira Vitorino Silva, também conhecido como “Tino de Rans”, confirmou ao Observador que ia ser candidato. O calceteiro natural de Penafiel diz que quer lutar contra “populismos”.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=”Lusa”]
Pobre mulher, deve ter uma grande pancada.