António Cotrim / Lusa
O antigo CEO do Banco Espírito Santo Angola (BESA), Álvaro Sobrinho, é suspeito de ter desviado 615 milhões de dólares, quase 500 milhões de euros, do Banco Espírito Santo Angola (BESA).
O empresário luso-angolano Álvaro Sobrinho é suspeito de ser o beneficiário efetivo de três companhias angolanas que terão recebido de forma não justificado um total de 433 milhões de dólares do banco.
A estes juntam-se 182 milhões de dólares que o antigo CEO do Banco Espírito Santo Angola (BESA) terá recebido em nome próprio através de duas empresas offshore, num total que perfaz 615 milhões de dólares, 499 milhões de euros, que teriam sido originalmente concedidos pelo BESA como empréstimos a empresas.
Segundo o Expresso, estas informações têm por base um conjunto de documentos – que incluem extratos bancários, e-mails e ficheiros Excel sobre movimentos – obtidos pela revista alemã Der Spiegel e agora partilhados com o semanário, através do consórcio internacional de jornalismo de investigação.
Consta na documentação um depósito de 277 milhões de dólares em dinheiro vivo numa conta do BESA, cuja verba seguiu para outras entidades.
Além disso, consta também o levantamento de quase 50 milhões de dólares em numerário de uma companhia controlada por Sobrinho, assim como o depósito de metade desse valor no dia seguinte numa conta Ocean Private – uma operação referida num e-mail no qual Sobrinho assume a responsabilidade pela mesma.
Com base nesta documentação, o semanário Expresso sugere que centenas de milhares de dólares terão acabado em entidades controladas por Álvaro Sobrinho.
O empresário poderia assim ter contribuido para o buraco financeiro de 5,7 mil milhões de dólares detetado no BESA, em 2013, determinante para a queda do Grupo Espírito Santo (GES).
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É verdaeiramente muito dinheiro.... e não foi tudo feito num dia... Ninguém se apercebeu de nada????