Miguel A. Lopes / Lusa

André Geraldes à esquerda de Bruno de Carvalho no banco de suplentes do Sporting

Uma mensagem de telemóvel enviada por André Geraldes a Bruno de Carvalho falava na hipótese de mandar a claque “para cima dos jogadores” para mostrar “quem manda”.

André Geraldes, ex-dirigente do Sporting, terá enviado mensagens para o telemóvel de Bruno de Carvalho sugerindo o envio de elementos de uma das claques do clube “para cima dos jogadores”, revelam as mensagens apreendidas pela Polícia Judiciária e divulgadas pelo Correio da Manhã.

O telemóvel apreendido de Geraldes, no âmbito do processo “Cashball”, revela assim comunicações com o ex-presidente do clube de Alvalade nas quais o antigo team Manager sugere a intervenção das claques para assustar os jogadores do Sporting, numa altura em que o clube não estava a atingir bons resultados desportivos.

As mensagens foram trocadas na aplicação WhatsApp ao longo de dois anos e recuperadas pela Polícia Judiciária do Porto. De acordo com o CM, foram analisadas centenas de mensagens escritas.

Numa das mensagens, André Geraldes sugere a Bruno de Carvalho o envio de elementos de uma claque, sem especificar qual, “para cima dos jogadores“. Noutra mensagem, sublinha ainda a necessidade de mostrar aos jogadores “quem manda“.

O jornal destaca que as mensagens em causa não têm interesse para o processo de corrupção “Cashball”, mas, depois de validadas pelo juiz de instrução, no Porto, deverão ser remetidas para o DIAP de Lisboa, onde se investiga o clima de coação sobre os jogadores do Sporting e que culminou com os casos de agressão do plantel.

A investigação à invasão da Academia de Alcochete pretende descobrir quem contribuiu e incentivou o clima de ódio contra os jogadores do Sporting.

É neste sentido que surgem estes dois nomes, dado que na véspera da operação “Cashball” Bruno de Carvalho e André Geraldes tinham marcado uma reunião com todo o plantel na Academia de Alcochete para as 16h00, mas acabaram por não comparecer à hora combinada.

André Geraldes, o braço direito de Bruno de Carvalho na sua última direção, foi detido a 16 de maio por suspeitas de corrupção desportiva.

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