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José Luís Carneiro, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, no Consulado geral de Portugal em Londres
O sistema de agendamento de atos consulares poderá a estar a ser alvo de pirataria ou uso indevido, admitiu o secretário de Estado das Comunidades, que disse estar a ser estudado um centro de marcações centralizado em Lisboa.
“Temos tido relatos de existirem entidades que condicionam ou limitam a utilização clara do sistema de marcações dos serviços consulares”, admitiu José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas no Consulado-Geral de Londres, onde esteve a anunciar o reforço de pessoal.
Há vários anos que foi introduzido um sistema de agendamento pela Internet para o atendimento no consulado de Londres por uma necessidade de regulação do serviço.
Nos últimos meses, o consulado de Londres passou a libertar diariamente às 16:00 horas cerca de 200 vagas para todo o tipo de atos consulares a uma hora estabelecida. Porém, há queixas de dificuldades em conseguir estas vagas.
O secretário de Estado disse que “há relatos” que são conduzidos para as autoridades. “Quando houver conhecimento de elementos factuais que possam servir de matéria a ser comunicada às autoridades judiciárias, serão feitas diligências
”, garantiu.A solução poderá passar por um sistema centralizado de marcações, que possa ser ativado nos casos de perda ou extravio de documentos e com contactos de urgência.
“Estamos a desenvolver esforços em Portugal, tendo em vista, no âmbito da modernização consular, constituirmos um centro de marcações que possa ser controlado a partir de Lisboa, evitando que, com perfis falsos, entidades exteriores aos serviços consulares bloqueiem ou utilizem de forma fraudulenta os meios tecnológicos para impedirem o salutar funcionamento dos serviços”, acrescentou.
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