Yuri Gripas /ABACA / POOL

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

A Síria está a acusar o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de roubar o petróleo do país, após uma empresa norte-americana ter sido autorizada a operar em campos sob o controlo de uma milícia apoiada pelo Pentágono.

O representante sírio Bashar al-Jaafari disse ao Conselho de Segurança da ONU que “as forças de ocupação dos EUA, em plena vista das Nações Unidas e da comunidade internacional, deram um novo passo para saquear os recursos naturais da Síria, incluindo petróleo e gás” através do estabelecimento de um empresa chamada “Crescent Delta Energy”.

Esta empresa, com o apoio da administração de Donald Trump, fez um entendimento com uma milícia síria, agente das forças de ocupação dos EUA no nordeste da Síria, “com o objetivo de roubar o petróleo sírio e privar o estado sírio e o povo sírio das receitas básicas necessárias para melhorar a situação humanitária, provisionar as necessidades de subsistência e reconstrução”.

No passado, Trump já confessou que a estava militarmente envolvido na Síria apenas por causa do petróleo. Enquanto isso, os membros do Pentágono argumentam que o principal foco é o combate ao Estado Islâmico

, escreve a Newsweek.

“Remover combatentes, armas e material explosivo do Daesh continua a ser uma prioridade, já que o Daesh continua a planear ataques contra civis inocentes e os nossos parceiros em todo o Iraque e no nordeste da Síria”, disse a coligação liderada pelos EUA num comunicado enviado para a Newsweek.

O líder da milícia, o general Mazloum Abdi, diz ter assinado “um acordo com uma empresa de petróleo americana para modernizar os campos de petróleo no nordeste da Síria”.

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