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Questões pessoais, profissionais e políticas, são várias as razões que podem explicar a suposta saída de metade dos atuais membros do Governo. Nomes para novos ministros já circulam, entre eles o do ex-presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.

De acordo com a notícia do Correio da Manhã, esta mudança tem como principal objetivo permitir a Passos Coelho e Paulo Portas a existência de um núcleo reforçado para negociar com a oposição.

Nas eventuais saídas, estão os nomes de Rui Machete (Negócios Estrangeiros), Poiares Maduro (ministro Adjunto e do Desenvolvimento Regional), Anabela Rodrigues (Administração Interna), Pires de Lima (Economia), Paula Teixeira da Cruz (Justiça), Nuno Crato (Educação) e Paulo Macedo (Saúde), em conjunto com as respetivas equipas de secretários de Estado.

Alguns não chegam a ser novidade já que, antes das eleições, tanto Pires de Lima como Poiares Maduro mostraram indisponibilidade para continuar no novo Executivo.

Quem já pôs de lado a hipótese de concorrer a Belém foi Rui Rio, uma vez que o avanço de Marcelo Rebelo de Sousa parece cada vez mais evidente, avança o Expresso.

Durante a noite de ontem, o comentador da TVI disse mesmo que “está ponderado o que havia a ponderar” mas não revelou ainda qual será a sua decisão final.

Como diz o CM, Rio quer voltar à política e, tendo em conta o contexto atual, a melhor opção passa por aceitar um lugar no próximo Governo. A pasta mais provável, segundo fontes do PSD, deverá ser a da Administração Interna.

A pasta da Economia seria outra possibilidade, assim como o lugar de ministro Adjunto, não fosse a pouca vontade de dar tanta margem ao ex-autarca do Porto. Assim sendo, o lugar de Adjunto poderá ficar nas mãos de Moreira da Silva, um homem que já é da confiança de Passos Coelho.

Outros nomes que já circulam

Durante o dia de hoje, os conselhos nacionais do PSD e do CDS vão reunir para verem discutido o acordo político de governo, diz o Diário de Notícias.

De acordo com o jornal, já são vários os nomes para ocupar os lugares que entretanto ficam livres.

Pedro Reis, ex-presidente do AICEP e um dos três coordenadores do grupo de economistas que esboçaram o programa do PSD, é um dos nomes falados para ocupar o lugar de Pires de Lima.

Paula Teixeira da Cruz abandona a pasta da Justiça mas não sai de cena, tanto que o DN afirma que a atual ministra poderá ocupar a presidência do Parlamento. Já o Observador, dá como nome para este posto Eduardo Ferro Rodrigues, depois de uma sugestão de Augusto Santos Silva no Facebook.

Para o lugar da ministra, também já correm algumas sugestões como Fernando Negrão ou José Matos Correia, o vice-presidente do PSD.

Segundo o diário, Matos Correia é um dos mais desejados por Passos para integrar o Governo e pode ser também um candidato à pasta da Administração Interna, para a qual já foi convidado na altura em que Miguel Macedo abandonou o cargo.

Na mesma pasta, o CDS também tem como hipótese o líder parlamentar, Nuno Magalhães, que anteriormente já foi secretário de Estado desta área. No entanto, segundo apurou o DN, o PSD não estará disposto a abdicar deste ministério.

A Defesa também poderá ver sair José Pedro Aguiar-Branco, que deve ficar no governo, mas para substituir Rui Machete. Porém, há quem diga que Paulo Portas “não se importaria” de acumular esse cargo ao de vice-primeiro-ministro.

De acordo com o Sol, Luís Montenegro, líder parlamentar do PSD, é visto como uma possibilidade para chegar a ministro da Administração Interna ou dos Assuntos Parlamentares.

João Almeida é outro nome apontado para assumir o cargo já que, na campanha, Portas lhe elogiou “o carisma” e o trabalho feito como secretário de Estado da Administração Interna.

Na pasta dos Assuntos Parlamentares, a atuação de Marco António Costa faz com que este seja um forte nome para ocupar o cargo. No entanto, fontes próximas asseguram que este não o quer assumir.

Aparentemente certos na equipa governativa estão Maria Luís Albuquerque (Finanças), Jorge Moreira da Silva (Ambiente), Luís Marques Guedes (Assuntos Parlamentares) e Assunção Cristas (Agricultura), embora possam mudar de pasta.

ZAP