Cihan Unalan / Flickr
As autoridades judiciais iranianas suspenderam este sábado a execução de um preso no norte do Irão, que já se encontrava há três minutos pendurado na forca, depois de este ter recebido o perdão dos seus familiares. O condenado sobreviveu.
De acordo com o director da prisão, citado pela imprensa local, a suspensão teve lugar esta manhã em Tabriz, no noroeste do país, quando decorria a execução de um condenado por assassinato.
Durante a execução da sentença, e com o prisioneiro já pendurado na forca, mas antes de morrer, a família da vítima (que geralmente é convidada a dar um pontapé na cadeira do réu para este morrer) decidiu perdoá-lo.
No Irão é válida a a lei islâmica de “retribuição”, que exige pagamento de sangue com sangue e contempla a pena de morte por vários crimes, incluindo o de assassinato, mas que também dá à família da vítima o direito de perdoar os condenados.
Todos os anos, centenas de pessoas são executadas por enforcamento no Irão, a maioria dos quais por posse ou tráfico de drogas, mas também por crimes de violação ou assassinato.
De acordo com o centro de documentação de direitos humanos do Irão – sediado nos Estados Unidos – em 2013 foram executadas no país 624 pessoas e em 2014, até agora, já mais de 100.
Na manhã deste, as autoridades executaram na forca, em praça pública, três homens condenados pelo assassinato de um promotor na província de Sistan-Baluchistan, na fronteira com o Paquistão e o Afeganistão em novembro passado.
O condenado de Tabriz, em contrapartida, escapou à morte, 3 minutos depois da hora combinada para a sua chegada.
AJB, ZAP/Lusa
Parecem chacais ou ienas sedentos de carnificina.Sou totalmente contra a pena de morte..não obstante concordar com Leis castigadoras mac com oportunidade de se corrigirem erros judiciais ou injustiças.
Portugal no meio de sentimentos de orgulho e de desespero quanto a muita acções negativas que nos podem desacreditar deverá orgulhar-se de ter ser um paladino contra a pena de morte,como todos sabemos.