Depois de um ministro britânico ter afirmado que o Reino Unido, “nas mais extremas circunstâncias”, poderia recorrer a um ataque nuclear preventivo, o senador russo Frants Klintsevich lembrou que a Grã-Bretanha corre o risco de ser “apagada da face da Terra” num contra-ataque nuclear.
Esta segunda-feira, o ministro da Defesa britânico, Michael Fallon, citado pelo jornal Independent, declarou que o Reino Unido está pronto a levar a cabo um ataque nuclear preventivo, se tal for necessário.
Segundo Fallon, a primeira-ministra Theresa May está pronta a usar mísseis balísticos em “condições extremas”, mesmo que a Grã-Bretanha não seja atacada. A declaração do ministro foi uma resposta ao apelo do líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, de “procurar um mundo sem armas nucleares”, nota o jornal.
“A afirmação do ministro britânico da Defesa Michael Fallon pede uma resposta dura e eu não tenho medo de ir muito além dele. Na melhor das hipóteses, essa afirmação parece ser um elemento de guerra psicológica, o que parece revoltante dentro deste contexto”, escreveu em resposta o senador russo Frants Klintsevich.
“Mas há então uma questão básica: que país poderia ser preventivamente atacado pela Grã-Bretanha?”, perguntou o senador, que é vice-presidente da Comissão de Defesa e Segurança do Conselho da Federação russa.
Na visão do parlamentar, se os britânicos usarem força nuclear, então “a Grã-Bretanha, que não tem um território vasto, poderá ser literalmente apagada da face da terra num contra-ataque”, afirmou o senador no Facebook.
Klintsevich relembrou ainda que um eventual ataque nuclear britânico contra um país não-nuclear trará à memória o que fizeram os norte-americanos
ao atacarem com bombas atómicas as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, ao final da Segunda Guerra Mundial.Apesar da recente escalada de tensão entre a Coreia do Norte e os seus “inimigos”, Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão, a ameaça de deflagração de um conflito nuclear não se resume à Península Coreana.
Num recente relatório do Instituto para a Pesquisa de Desarmamento da ONU, a ameaça de um “evento de detonação de arma nuclear”, acidental ou deliberado, está “inegavelmente no seu maior nível nos 26 anos após o colapso da União Soviética”.
No entanto, o primeiro conflito nuclear no nosso planeta pode nem sequer acontecer entre a Rússia, Estados Unidos, China, Japão, Reino Unido, Israel, Irão, ou qualquer um dos “suspeitos habituais”.
Segundo um estudo de cientistas das Nações Unidas, há uma grande probabilidade de que o primeiro conflito nuclear da Terra aconteça entre a Índia e o Paquistão – devido aos problemas crescentes em torno do acesso à água potável no subcontinente indiano e aos conflitos em torno da bacia do rio Indo.
[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”https://br.sputniknews.com/russia/201704258244020-gra-bretanha-apagada-terra/” source=”Sputnik News”]
Alguém me consegue responder e uma questão muito simples? Quando as coisas não estão bem, de que adianta considerar a hipótese de as piorar?
Como é que alguém (no seu perfeito juizo, entenda-se) pode achar que usar amras nucleares pode ser a resposta, a solução ou mesmo o mal menor, para o que quer que seja? Ficou tudo estúpido, de repente?..
O primeiro bardamerda do primeiro desiquilibrado a carregar no botão, simplesmente comete hara-kiri para toda a humanidade, para sempre. além de destruir o planeta para a maioria das outras espécies. Alguma coisa vale ou justifica isso?