Durante a recente visita do presidente do Irão a França, a comitiva iraniana insistia numa refeição halal, o costume islâmico para as refeições, para o encontro com o presidente francês, ou seja, de acordo com a fé muçulmana.
O presidente francês François Hollande não aceitou. No palácio do Eliseu não há refeição sem vinho à mesa.
“O problema não é o halal mas o vinho”, explicou Gérard Araud, embaixador francês nas Nações Unidas. No Twitter, defendeu que “ninguém deve impedir seja lá quem for de beber ou não beber”.
A decisão francesa foi conhecida um dia depois da polémica visita do líder iraniano Hassan Rohani a Roma, durante a qual o primeiro-ministro Mateo Renzi foi alvo de muitas críticas por ter optado por tapar estátuas de nus
para evitar ofender a delegação iraniana.Hollande, ao cancelar o almoço, escapou a essas críticas e não deixou de fechar negócios.
Durante esta viagem pela Europa, o Irão anunciou a compra de 114 aviões Airbus e também a reabertura de unidades de produção de automóveis da PSA Peugeot Citroen naquele país.
O incidente diplomático também não impediu que os dois líderes se encontrassem. Em vez de um almoço, Rohani e François Hollande lancharam.
Hollande, como presidente de uma Republica laica tomou a atitude correta e não fez a triste figura do 1º ministro italiano.
Tem toda a minha concordância.