SESI SP / Flickr
Em menos de uma semana, mais um colégio com contrato de associação vai fechar portas devido aos cortes do financiamento de turmas de início de ciclo decididos pelo Governo em maio.
De acordo com o Jornal de Notícias, o diretor do Instituto de São Tiago, em Proença-a-Nova, comunicou esta quinta-feira ao presidente da Câmara, João Lobo, que o colégio, com cerca de 60 alunos, não vai abrir portas este ano letivo.
De acordo com João Lobo, o colégio chegou a ter uma turma financiada por cada ano, mas este ano letivo teria apenas financiamento para uma.
O colégio é maioritariamente frequentado por alunos de Proença, mas também recebe estudantes dos concelhos vizinhos, como a Sertã e Oleiros.
Ao JN, o autarca garantiu que haverá lugar para todos na escola pública do concelho.
O primeiro caso de encerramento foi conhecido esta semana, quando a cooperativa de ensino Ancorensis, de Vila Praia de Âncora, anunciou que não irá abrir portas este ano letivo e que vai despedir os 67 trabalhadores.
O colégio decidiu encerrar depois de ter perdido o financiamento para três turmas do 7.º ano e outras três do 10.º ano, às quais se somam ainda duas turmas perdidas pela “retração demográfica”.
De acordo com o Ministério da Educação, os 247 alunos inscritos no colégio terão agora lugar no Agrupamento de Escolas Sidónio Pais do município de Caminha.
A União de Sindicatos de Viana do Castelo e do Sindicato dos Trabalhadores de Comércio e Serviços argumentam que o fecho do estabelecimento “inverte totalmente a decisão“, comunicada em julho, de que o colégio daria início ao ano letivo com 11 turmas.
Alguns pais já foram à cooperativa de ensino tratar do processos de transferência dos filhos e foram vários os funcionários e professores que se apresentaram ao primeiro dia de serviço.
Entretanto, a menos de duas semanas do arranque do ano letivo, as restantes escolas privadas que dependem em exclusivo do Estado mantêm-se abertas à espera das decisões dos tribunais.
Em maio deste ano, o Ministério da Educação anunciou que dos 79 colégios privados com contrato de associação, 39 não iriam poder abrir novas turmas em início de ciclo (5º, 7º e 10º anos) este ano e 19 sofreriam um corte no número de turmas financiadas pelo Estado.
BZR, ZAP
Pois é...
São todos muito bons enquanto mamam no Estado...