Mário Cruz / Lusa

Secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, falou já em mão “maldosa” nos incêndios de Castelo Branco

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, não tem “forma de provar”, mas considera que vários dos incêndios florestais que têm deflagrado nas últimas horas no país têm “origem criminosa”.

Trata-se de incêndios que “alguém quer realmente provocar“, sustentou o governante, em declarações à agência Lusa, quando visitava a Pampilhosa da Serra, concelho onde, desde as 23:20 de sexta-feira lavra um fogo, que, então, progredia em cinco frentes.

É a vontade de fazer arder que continua a imperar e a criar esta instabilidade no País e nas pessoas”, afirmou Jorge Gomes, salientando que, “de forma nenhuma, isto é perdoável”.

Isto é algo de anormal, não só pelo tempo“, caracterizado por um longo período de seca e com elevadas temperaturas, mas também porque muitos destes incêndios “começaram à noite”, sublinhou.

Sem referir a palavra “incendiários”, o Secretário de Estado tinha já anteriormente falado em “mão maldosa nos incêndios noturnos“, referindo-se ao caso dos incêndios que em agosto assolaram o distrito de Castelo Branco.

“Estou apenas a constatar o que está a acontecer: e não é às 22h30 que nasce um incêndio em Idanha e que podemos culpar o sol e nem são dois incêndios em Vila de Rei, depois de o fogo estar extinto e que aparecem em locais estratégicos e cirúrgicos, que são de mão bondosa”, afirmou.

O secretário de Estado deslocou-se a Pampilhosa da Serra onde continua a arder com intensidade o fogo que teve início na noite de sexta-feira e que é dos 88 incêndios florestais que lavram no território do continente, mobilizando pelas 18:20, perto de três mil operacionais, mais de 800 viaturas e 11 meios aéreos.

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