José Cartaxo / Flickr

José Sócrates, ex-primeiro-ministro de Portugal

Carlos Santos Silva, o empresário amigo de José Sócrates que, tal como ele, está implicado na Operação Marquês, vai para casa, nos próximos dias, com pulseira electrónica. Mas não é por ter colaborado com o Ministério Público.

O Diário de Notícias adianta, na sua edição de domingo, que Carlos Santos Silva manteve sempre a versão original dos factos, argumentando que as largas somas de dinheiro que saíram de contas suas para as de José Sócrates foram “empréstimos pessoais“.

A medida de coacção imposta ao empresário foi alterada no passado dia 22, a mesma data em que o juiz Carlos Alexandre decidiu manter Sócrates em prisão preventiva.

No caso de Carlos Santos Silva, o juiz terá entendido que as provas indiciais contra ele já foram recolhidas e que, portanto, não há risco de que ele venha a perturbar o inquérito

, adianta o Diário de Notícias. O risco de fuga também não é considerado relevante no seu caso.

Indiciado por fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção, Carlos Santos Silva estava preso preventivamente com a justificação de que poderia forjar documentos.

Em prisão domiciliária com pulseira electrónica está também o motorista João Perna que, contrariamente a Carlos Santos Silva, terá colaborado com o Ministério Público, antes de ter sido beneficiado com a alteração da medida de coacção de prisão preventiva.

ZAP