Pedro Nunes / Lusa
Ex-primeiro ministro, ex-presidente da câmara de Lisboa e Figueira da Foz, ex presidente do PSD e do Sporting, Pedro Santana Lopes
O ex-primeiro-ministro anunciou que tenciona escrever um novo livro, sobre a dissolução do seu Governo em 2004, como resposta ao segundo volume da biografia de Jorge Sampaio.
Depois de ter desafiado o antigo Presidente da República para um debate televisivo, para debater o assunto “civilizadamente”, eis que Santana Lopes anuncia agora que vai escrever um novo livro sobre a dissolução do seu Governo, no ano de 2004.
A novidade foi dada em entrevista à Renascença e serve como resposta ao segundo volume da biografia de Jorge Sampaio, no qual o ex-chefe de Estado diz que se fartou de Santana como primeiro-ministro porque “estava a deixar o país à deriva”.
Em declarações à rádio, o ex-líder do PSD argumenta que Sampaio só tomou essa decisão para abrir caminho à eleição presidencial de Cavaco Silva
. “Estou convencido que essa foi a principal razão”, afirmou.O atual provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa afirma que o ex-chefe de Estado “estava muito empenhado” nessa eleição e diz mesmo que chegaram a falar disso. “O sistema queria Cavaco Silva”.
“O sistema dos poderosos era mais amigo de Jorge Sampaio do que meu amigo”, afirmou ainda Santana.
O segundo volume da biografia de Jorge Sampaio, com um total de 1.063 páginas, é da autoria do jornalista do Expresso José Pedro Castanheira, será lançado a 20 de março e apresentado a 7 de abril.
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Nós (os poderosos), queremos gajos que façam o que se lhes diz.
Quando aparece um como este, que tem a mania que tem ideias próprias, a gente manda os jornais e tvs dar cabos deles, porque a pandilha acredita em tudo o que eles lhes dizem, hahaha! E ele é destruído! A menos que tenha um estomago de aço. É assim, sempre foi assim, e continuará a ser assim, mas com aperfeiçoamentos: Agora, até já estão todos programadinhos pela escola a não duvidar das tvs e a duvidarem (e se possível aniquilarem) dos que falam diferente. E a pensarem todos por igual. Yupi! E vivam também as praxes.