José Coelho / Lusa
O antigo presidente da República, Jorge Sampaio
O antigo administrador da Caixa Geral de Depósitos, Almerindo Marques, alertou Vítor Constâncio (então governador do Banco de Portugal) do risco dos créditos do banco público, em 2002. Almerindo Marques confirma ter enviado três cartas, todas estas também endereçadas ao então Presidente da República.
Apesar dos avisos, que chegaram ao ao Ministério das Finanças (então liderado por Guilherme d’Oliveira Martins) e a Belém (ao então Presidente da República Jorge Sampaio), nenhum tomou qualquer medida, noticia o Jornal de Negócios esta sexta-feira.
De acordo com o diário de economia, as críticas em causa incidiam na forma como era atribuída a concessão de crédito, que não seria rigorosa no controlo de risco, bem como na existência de operações não ratificadas em conselho de administração.
Almerindo Marques, que acabou por sair do banco público em desacordo com o então presidente do banco António de Sousa, enviou três cartas: ao Ministério das Finanças, ao Banco de Portugal e ao então presidente da CGD. Enviou ainda cópias de todas ao então Presidente da República.
“Confirmo que enviei três cartas – ao ministro das Finanças, ao presidente da CGD e ao governador do Banco de Portugal. Na primeira carta, a [Guilherme d’] Oliveira Martins, transmiti as razões para querer sair do banco, pois era responsável por um órgão que não funcionava bem e era uma desorganização completa. Foquei a política de gestão da Caixa em geral e da Caixa BI e alertei, em particular, para a política de crédito, nomeadamente para situações e financiamentos que estavam a ser concedidos irregularmente”, avançou ao Almerindo Marques ao Económico, sobre a carta datada de 22 de janeiro de 2002.
O antigo administrador da CGD explicou que lhe foi “recomendado pelo ministro das Finanças [Guilherme d’Oliveira Martins] que escrevesse a António de Sousa e a Vítor Constâncio a apresentar os motivos que considerava críticos na política de gestão e de crédito”. Constâncio terá então pedido a Almerindo Marques que fosse ao Banco de Portugal porque “tinha de tratar do assunto”, como conta o administrador.
“Vítor Constâncio disse não ter recursos para mandar fazer uma auditoria (…) que não era oportuno fazê-la ao maior banco do sistema, um banco público; e que não era conveniente uma auditoria com base numa denúncia de um membro do conselho de administração, pois não havia razões para justificar”, acrescentou em declarações ao JE.
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Vítor Constâncio "o providencial", provavelmente um dos maiores criminosos disto tudo, juntamente com outro boy que foi brindado com o topo da ONU que irá levar á banca rota como fez ao pobre Portugal que deixou de tanga.