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Matteo Salvini, líder da Liga e ministro do Interior italiano
O braço de ferro entre Bruxelas e Romana parece estar para ficar. O vice-primeiro-ministro italiano afirmou esta quarta-feira que vai “responder educadamente” à União Europeia, mas não vai mudar de posição sobre o Orçamento do Estado para 2019.
A posição de Matteo Salvini, surge depois de a Comissão Europeia anunciar nesta quarta-feira um procedimento por défice excessivo. Questionado por jornalistas se tinha recebido a carta da Comissão Europeia recusando o orçamento, Salvini, líder da Liga [nacionalista], respondeu ironicamente, afirmando que espera “uma carta do Pai Natal”.
Apesar do procedimento por défice excessivo, o dirigente italiano manifestou abertura para continuar a negociar com Bruxelas: “Vamos debater educadamente como sempre fizemos, vamos falar. Mas seguimos em frente”.
A Comissão Europeia voltou a rejeitar o plano orçamental de Itália para 2019 esta quarta-feira, ao considerar que a proposta contém um risco “particularmente grave de incumprimento”, abrindo um procedimento por défice excessivo com base na dívida.
“Este passo que tomamos hoje [nesta quarta-feira] é a consequência lógica e inevitável
da decisão tomada pelo governo italiano de não modificar as metas fiscais no orçamento revisto”, sustentou o comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici.A decisão é tomada uma semana depois de Roma ter mantido as linhas gerais do plano orçamental que Bruxelas ‘chumbou’ numa primeira análise, em 23 de outubro, naquela que já tinha sido uma decisão inédita na história do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
Através da sua conta no Facebook, Salvini apelou claramente ao seu eleitorado base, pedindo à Europa “respeito pelo povo italiano”, sublinhando ainda que Roma paga pelo menos mais 5 mil milhões de euros por ano do que recebe de Bruxelas.
Já se percebeu que a estratégia de Bruxelas é fazer bullying contra as nações que batem o pé às políticas daqueles burocratas. Felizmente há uns poucos países na Europa com coragem de assumir o seu nacionalismo.
Só é pena nós por cá não termos governantes assim, mas apenas mais uns burocratas de cócaras para Bruxelas