NASA

Muitos detritos espaciais orbitam a Terra, incluindo satélites não funcionais

Há um objeto estranho a orbitar a Terra e os astrónomos chamaram-lhe A10bMLz – ou então um “saco de plástico vazio”.  É suficientemente grande para ser visto, mas muito leve.

O satélite incomum está a viajar em redor do planeta numa elipse quase absurda, mergulhando a uma distância de 600 quilómetros da superfície e depois balançando a uma distância de 538.261 quilómetros – ou 1,4 vezes a distância média da Terra à Lua.

De acordo com os Observatórios Northolt Branch, em Londres, o objeto é um pedaço de material leve que sobrou de um lançamento de foguete. O que vai fazer a seguir é apenas um palpite.

Segundo os observatórios, o Observatório Haleakala (ATLAS-HKO), no Hawai, foi o primeiro a detetar o objeto. O observatório tem como responsabilidade detetar Near Earth Objects – objetos próximos da Terra – para avisar sobre pedaços que podem vir a impactar o planeta. Este objeto em particular não é perigoso, mas é estranho.

Os cientistas apelidaram-no de A10bMLz. De acordo com os Observatórios do Northolt Branch, é o que é conhecido como um “saco de lixo vazio”. Isso significa que é grande o suficiente para ser visto, mas muito leve. Cientistas do observatório de Londres calcularam que o A10bMLz tem vários metros de largura, mas pesa menos de um quilograma.

É provável que o objeto seja um resto de uma folha metálica atirada para o Espaço depois de um lançamento de um foguete. Não se sabe, contudo, quando entrou em órbita ou a que foguete pode pertencer.

Este não é o primeiro “saco de lixo vazio” encontrado em órbita, mas é possivelmente o mais estranho. Nenhum outro objeto deste tipo foi visto a orbitar tão longe. A sua atual órbita estranha, provavelmente, não será permanente.

O objeto tem uma massa tão pequena que os fotões que emanam do Sol podem facilmente empurrá-lo. Por essa razão, a sua órbita provavelmente mudará com frequência, de formas imprevisíveis. O objeto pode até reentrar na atmosfera da Terra e queimar nos próximos meses.

A órbita da Terra está cheia de lixo espacial. Cerca de 500 mil peças individuais de detritos circulam pelo planeta, de acordo com a NASA, e cerca de 50 mil das maiores delas são monitorizadas pela agência espacial e pelo Departamento de Defesa dos EUA. Entre 200 e 400 fragmentos de espaço reentram na atmosfera a cada ano, de acordo com o Serviço Nacional de Satélites, Dados e Informação da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica. A maior parte do lixo queima antes de atingir a superfície do planeta.

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