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Se há alguém capaz de levar o Homem a Marte, provavelmente é Elon Musk.

A Academia de Ciências da Rússia vai fazer queixa junto das Nações Unidas sobre a constelação de satélites de Elon Musk, a Starlink, uma vez que considera que a luz emitida pelo projeto está a prejudicar o trabalho dos astrónomos.

A iniciativa do fundador da SpaceX consiste em colocar uma rede de 12 mil satélites não muito longe da Terra para fornecer Internet de banda larga a todo o mundo, especialmente a regiões do planeta onde este serviço é mais escasso e, por isso, muito caro.

Foi em meados de maio de 2019 que o primeiro de conjuntos de satélites foi lançado. A SpaceX, empresa do universo de Musk, utilizou os seus próprios foguetões Falcon 9, que são reutilizáveis, e prevê uma cadência de lançamentos inédita.

Se a constelação planeada pelo CEO da Tesla se concretizar, a SpaceX vai ter mais satélites em atividade que o conjunto dos outros operadores do mundo juntos, civis e militares, cujos aparelhos devem totalizar cerca de 2.100.

Agora, Nikolai Samus, cientista da academia russa revelou que as centenas de satélites já colocados em órbita por Musk refletem a luz solar e podem mesmo corromper entre 30 a 40% das imagens astronómicas, segundo a agência estatal russa RIA Novosti (em russo), cita pelo portal Newsweek

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De acordo com o mesmo órgão de informação estatal, as preocupações são partilhadas por outros especializas da Agência Espacial Europeia e serão levadas a ONU.

“Estamos a elaborar uma carta da Royal Academy [para a ONU] e amanhã discutiremos esse assunto com o nosso vice-presidente Yuri Balega. A carta será nossa”, disse Samus num audiência no plenário de Moscovo.

Vários astrónomos criticaram já o projeto de Musk, considerando que o multimilionário está a poluir os céus e a cegar os telescópios terrestres. Em maio, Elon Musk garantiu que o Starlink não teria um impacto negativo na astronomia. “Hoje em dia há 4.900 satélites em órbita, e as pessoas apercebem-se disso cerca de 0% do tempo”.

Em janeiro, foi lançado um lote com 60 satélites, tendo já a constelação 300 destes aparelhos, segundo o portal Tech Crunch, que precisa que estes poderão já está a operar, isto é, a fornecer acesso à Internet, aos Estados Unidos e ao Canadá, em meados de 2020.

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