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O Ministério da Defesa da Rússia abriu, no seu site, uma secção multimédia com documentos “únicos” sobre o período anterior à II Guerra Mundial e ao começo do conflito.

O departamento militar explicou em comunicado, citado pelo Russia Today, que os materiais “revelam detalhes desconhecidos da política militar mundial nas vésperas da guerra” e oferecem “uma ideia de como e por que certas decisões foram tomadas numa situação política e militar tão difícil”.

Entre os documentos desclassificados, destaca-se, por exemplo, uma nota do chefe do Estado Maior do Exército Vermelho, Borís Sháposhnikov, na qual avalia a ameaça militar que vários estados podem representar de forma independente e como parte de alianças e blocos militares.

Segundo especialistas militares soviéticos, a ameaça mais provável para a URSS durante esse período veio não apenas da aliança militar da Alemanha e da Itália, mas também da Polónia, que estava “em órbita” do bloco fascista.

O facto de Sháposhnikov ter escrito um relatório de 31 páginas manualmente, sem recorrer à ajuda de uma secretária de datilografia, enfatiza “a importância e a confidencialidade” do documento, de acordo com o Ministério da Defesa.

A publicação de documentos desclassificados continua a política do Ministério de “proteger a verdade histórica, neutralizar as falsificações da história

“, além de tentar rever os resultados da guerra. Os documentos estão disponíveis na secção multimédia criada para o efeito.

Em 24 de agosto de 1939, nas vésperas da II Guerra Mundial, o ministro nazi dos Negócios Estrangeiros, Joachim von Ribbentrop, e o seu homólogo russo, Vyacheslav Molotov, assinavam em Moscovo um pacto “de não-agressão”.

nara.gov / Wikimedia

Estaline assiste à assinatura do pacto Molotov-Ribbentrop

O controverso acordo, que ficou conhecido como “Pacto Molotov-Ribbentrop”, tinha ainda um protocolo adicional ultra-secreto, que partilhava territórios na costa do Báltico. Meio século mais tarde, o Parlamento soviético dos finais da Guerra Fria repudiou-o. 30 anos volvidos, diz a RTP, Vladimir Putin quer reabilitá-lo.

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