António Pedro Santos / Lusa
O presidente do Sporting, Bruno de Carvalho
A associação Capazes não poupou críticas ao presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, que acusa de “machismo, misoginia e homofobia”, depois das violentas críticas que o presidente do Sporting endereçou a Rui Santos, comentador desportivo da SIC.
A associação feminista Capazes não demorou a reagir depois de o presidente do Sporting, Bruno de Carvalho, ter publicado no Facebook um texto a atacar o “Guru dos paineleiros” Rui Santos, que acusa de ter um “feitio de gaja”, um “piquinho a azedo”, “um gravador em regime play (vulgo papagaio), que apenas repete com um ar sério o que lhe dizem”.
“O Rui Santos é um bom paineleiro, mas inscreve-se na sub-categoria 2, os que apenas falam bem não tendo mais nada do que isso para mostrar“, diz Bruno de Carvalho, que acusa o comentador de “não saber lidar com a fama, que lhes sobe à cabeça, pois não consegue dominar o seu ego, tendo-lhe associado um feitio de “gaja”.
“E não falo da macheza dele, mas sim do seu carácter, piquinho a azedo. E o que é isto? É ser mesquinho, vingativo, mexeriqueiro, intriguista“, explica Bruno de Carvalho.
Também no seu Facebook, a associação Capazes reagiu de pronto, acusando o presidente dos leões de “homofobia, misoginia, sexismo, machismo, preconceito“.
“A linguagem de Bruno de Carvalho é um tratado de discriminação. Estamos certas que muit@s adept@s e soci@s do Sporting concordarão connosco. Lamentável e grave pelo péssimo exemplo que passa, em especial, às novas gerações“, lê-se na página do Facebook da associação feminista.
Também a resposta de Bruno de Carvalho à publicação da Capazes não se fez esperar. O presidente verde e branco regressou ao Facebook para comentar
o post da associação fundada em 2014 pelas apresentadoras Iva Domingues e Rita Ferro Rodrigues.“Tenho de começar por dizer que uma Associação que tem como grande mentora alguém que já sofreu na pele calúnias e difamações sobre o pai, se esqueça que tenho 3 filhas, com uma quarta a caminho, mulher, mãe, duas irmãs e muitas familiares e amigas”, escreve Bruno de Carvalho, que seguidamente se encarrega de rebater, uma a uma, as acusações da associação feminista.
“Afinal temos de ser também CAPAZES de conhecer a pessoa de quem falamos, de saber ler correctamente e de não nos metermos onde não somos chamados. O meu desejo a esta Associação é de um trabalho com sucesso e que este triste desabafo tenha sido apenas resultado de um dia menos feliz”, conclui o presidente leonino.
Apresentando-se desde o final de 2015 como “Capazes“, a associação inicialmente fundada como “Maria Capaz” apresenta-se como uma “plataforma abertamente feminista de luta pelos direitos das mulheres”.
Entre os seus membros contam-se as jornalista Maria Elisa Domingues, Clara de Sousa e Anabela Mota Ribeiro, as actrizes Maria Rueff, Inês Castel-Branco e Jessica Athaide, a apresentadora Leonor Poeiras, a pintora Ana Vidigal, a historiadora Irene Pimentel, a deputada Isabel Moreira e a cantora Blaya.
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Neste país, de brandos e bons costumes, desde que haja um que responda à letra, pois é sai dos padrões da sociedade, como se esta sociedade fosse exemplar aos mais jovens. A santa comunicação social, que tudo faz para vingar as mentiras diárias, para nos envenenar com a mais anedotas que depois é o que se vê.