Miguel A. Lopes / Lusa

O presidente do PSD, Rui Rio

O presidente do PSD está a receber mensalmente um salário igual ao de um vice-primeiro-ministro, valor que corresponde a cerca de metade dos rendimentos mensais que Rui Rio auferia no privado.

José Silvano, secretário-geral do PSD, confirmou ao Observador que Rui Rio recebe do partido um vencimento bruto “igual do de vice-primeiro-ministro”, valor que corresponde a 5.074 euros mensais (líquidos).

No entanto, de acordo com a declaração de rendimentos, entregue há dois meses no Tribunal Constitucional, o presidente do PSD viu os seus rendimentos caírem quase para metade do que ganhava no privado, quando estava na Boyden e na Ordem dos Contabilistas.

Segundo Rio comunicou ao TC, em 2016, ganhou 132.620 euros por trabalho dependente, e mais 25 mil euros por trabalho independente. Além dos vencimentos como consultor da Boyden e na Neves de Almeida, Rio recebia 1500 euros brutos mensais como vice-presidente da Assembleia Geral da Ordem dos Contabilistas Certificados.

Com o salário que recebe atualmente do PSD, os rendimentos do presidente do partido caem, este ano, para cerca de 70 mil euros

, ou seja, para metade.

O PSD tinha já a mesma política de rendimentos com Passos Coelho, que passou a receber um abono mensal no final de 2015, quando deixou de ser primeiro-ministro e passou a ser deputado.

Na altura, e até Fevereiro deste ano, Passos somava um complemento salarial de 1449,59 euros pago pelo PSD ao seu ordenado de deputado de 3624,41 euros pago pela Assembleia da República, adianta o diário.

Segundo José Silvano, Rio abdicou de receber qualquer tipo de abonos ou despesas de representação, mantendo como referência aquele que era considerado o salário justo para o presidente do PSD do tempo de Passos: o de vice-primeiro-ministro – 70% do vencimento do Presidente da República, com o corte de 5% da redução remuneratória: 5.074, 16 euros.

Quando saiu da Câmara do Porto, em outubro de 2013, Rui Rio tinha entre carteiras de títulos, certificados do tesouro, contas à ordem e a prazo e outras aplicações financeiras 718.967 euros. Em abril de 2018, quando entregou a declaração no TC como presidente do PSD, Rio já era detentor de 1.033.518 euros em património financeiro.

[sc name=”assina” by=”ZAP” url=”” source=””]