cv (YouTube)

A Polícia Judiciária não consegue aceder a dez discos externos encriptados pelo hacker Rui Pinto. Desta forma, as autoridades podem estar a não conseguir obter provas essenciais à investigação.

Em janeiro, as autoridades apreenderam doze discos externos e dois computadores na casa de Rui Pinto, na Hungria. Desses discos externos, dez deles estão encriptados e a Polícia Judiciária não consegue aceder a eles. Segundo a notícia avançada esta sexta-feira pelo Público, dezenas de milhares de gigabytes que não estão ao alcance da PJ.

Rui Pinto é acusado de 175 crimes de acesso ilegítimo, violação de correspondência, tentativa de extorsão e de sabotagem informática pelo Ministério Público. No entanto, caso as autoridades consigam aceder à informação nos restantes discos rígidos, o número de crimes dos quais o jovem é acusado, pode aumentar ainda mais.

A Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da PJ acredita que os discos externos encriptados sirvam de “repositórios de informação exfiltrada”. Tendo em conta a “quantidade, complexidade e diversidade da informação disponível nos volumes de armazenamento de massa”, a unidade queixa-se do curto prazo

até ao limite da fase de inquérito.

Ao investigar os restantes discos externos, a Polícia Judiciária descobriu que o hacker acedeu a 488 contas de email de organizações públicas e privadas.

Além disso, a polícia húngara encontrou um papel, escrito à mão, que descreve um possível plano de contingência que seria posto em prática caso Rui Pinto fosse apanhado pela polícia. Em buscas feitas à cela do hacker, foi confiscado um bloco de notas, que pode provar que a caligrafia trata-se da mesma.

A defesa do português alega que a revista à cela “excede o âmbito da busca e apreensão” e, por isso, pedem que seja considerada nula. Entretanto, o bloco de notas já foi devolvido ao pirata informático.

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